Avisos:

A Banda de Amarante vai apresentar-se em Peroselo, Penafiel, para a festa em honra da Nª Srª da Visitação, no próximo dia 7 -- VI Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão (este ano com o maestro José Rafael Pascual Vilaplana) de 19 a 23 de Agosto -- Banda Musical de Amarante - Vencedora do 1º Prémio/III Escalão do IV Concurso Internacional Ateneu Artístico Vilafranquense e Prémio Tauromaquia

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Festas da Cidade

“A Banda de Amarante não caiu?”. Depois de uma festa da Páscoa em que o povo saudou a Banda e o Corpo de Deus em que, desta vez, aplaudiu, ainda havia dúvidas. Um dos nossos executantes teve mesmo que esclarecer um indivíduo com tal dúvida. Mas tal esclarecimento viria mais a seguir e em grande escala.

Pois bem, após uma manhã de brincadeira e convívio num jogo de futebol de cinco, seguiam-se agora as horas de trabalho mais duro. Ao início da tarde de Sábado, juntavam-se na sede da Banda Musical de Amarante músicos de toda a parte. Músicos de Amarante, que trabalharam meses e meses por este momento, músicos amarantinos que vinham de longe e músicos de outros lados que vinham ajudar uma Banda que, relembremos, começa do zero. Logo depois, os músicos de azul desceriam até à rua para dar a entrada para a festa das festas na cidade de Amarante. Ao som de Filarmonia, Caçadores do 1 e Manuel Joaquim de Almeida, a Banda seguiu para S. Gonçalo, logo seguida da sua congénere de S. Martinho de Mancelos. Com quarenta e dois músicos a alinhar, a Banda seguiu até S. Gonçalo, onde tocou virada para o público e para o Mosteiro, desceu ainda até ao largo de António Cândido, regressando novamente a S. Gonçalo, onde estavam os coretos à espera das formações filarmónicas.

Após a Banda de Mancelos também completar o seu cortejo, e mais um intervalo de descanso, afinaram-se instrumentos e preparam-se peças. Iria iniciar-se o concerto. Um momento dos mais esperados por toda a gente dentro e fora da Banda. O momento em que iria ser posta à prova a competência da Banda neste tipo de competição saudável, relembremos. Os aplausos fizeram sentir, mais que o calor meteorológico, o calor humano, que motivava cada vez mais tanto os músicos mais viajados, cuja qualidade nem se questiona, como os músicos mais amadores, cujo potencial estão sempre a descobrir. Numa tarde calma e alegre, repertório já de si bom deixava prever que obras ainda melhores estariam guardadas para o serviço da noite. Após este concerto, tempo para confraternização. Entre amigos, com apoio incondicional à Selecção Nacional de Futebol no EURO ’08, a festa não parou por ser intervalo, e os músicos menos chegados, por serem de mais longe e menos conhecidos, foram acarinhados num banquete amigável, num ambiente de proximidade.

Preparava-se agora o ponto alto do fim-de-semana, a noite de Sábado. Esperava-se a melhor música das bandas neste concerto. E, pelo menos da de Amarante, veio essa confirmação. Os temas executados, alguns ainda agora estreados, levaram o público ao rubro. E não se diz isto em jeito de “ode”. Na célebre “Volta ao Mundo” até os executantes da Banda de Mancelos vibraram, destacando-se a parte de Portugal, onde a euforia se ampliou com a vitória da Selecção. O concerto terminou com uma dedicatória especial à aniversariante Tâmara (clarinete) e os músicos puderam ir descansar para mais um dia que se avizinhava.

Domingo, dia do Senhor. Último dia das Festas da Cidade. Os músicos apresentavam-se com toda a força que lhes restava para fazer o dia que mais custaria, não só pela procissão, mas também por ser o dia com mais cansaço acumulado. Novo arruado pelas duas formações, interrompido para ver passar os aviões num espectáculo aéreo ao estilo do "Red Bull Air Race". Do concerto da tarde se realça que não se repetiriam peças, contrariando algum medo devido ao número ainda reduzido de obras no repertório e às obras que a Banda de Mancelos também executa. E, desta vez, não escapou ninguém à procissão. Debaixo de um Sol abrasador, as duas bandas lá seguiram o aparato religioso pelas ruas principais da cidade. Aqui a Banda também evitou a repetição de marchas, pelo que realçou um sentimento de missão cumprida pelos maestros quanto à prospecção de novo repertório.

À noite, momento se pura diversão, em que as bandas dariam início ao cortejo alegórico. Uma vez no fim, uma estreia absoluta. Ambas as bandas tocaram uma marcha em conjunto – “Manuel Joaquim de Almeida” de Carlos Marques. Algo inédito que abre as portas da Banda à confraternização com a sua irmã do oeste amarantino. Momento de descontracção. Não se podia exigir silêncio de músicos que deram tudo e que chegavam a esta altura cansados. Era simplesmente vê-los na sua alegria de quem ama a música, de quem vive uma festa ao máximo. Foram as Festas do Junho pela Banda de Amarante e Banda de Mancelos.

No fim fica o orgulho. De que tocámos bem. De que não ficámos mal à frente de ninguém. E de que mostrámos a quem esperava o nosso insucesso que estamos ao mais alto nível e prontos para tudo. Para quem vê a gestão com maus olhos, fica só a discriminação do número de músicos contratados: dois clarinetes, um fagote, dois trompetes, três trompas, dois trombones e um eufónio, o que perfaz um total de onze músicos em quarenta e dois ao todo na formação da Banda. De resto contavam-se apenas músicos da terra e com amor à Instituição que, do mais alto nível a um nível de amador, levaram zero euros à Banda.

Os parabéns a todos, músicos da terra dedicados, músicos de fora generosos, maestros super-heróis, directores omnipresentes e lendas fortificantes desta Banda.

Fica aqui mais um vídeo amador de parte da obra "Xutos Medley" interpretada no domingo dia 8.

2 comentários:

Liliana disse...

Pois é... mais uma vez estivemos ao mais alto nível... Parabéns para nós... é so "dar o nosso melhor, mais um bocadinho", e aqui está o resultado... 1 (para a Bando) 0 (para a "ASAE")

Fábio Pinto da Costa disse...

fomos os melhores
grande festa
=)