Avisos:

A Banda de Amarante vai apresentar-se em Peroselo, Penafiel, para a festa em honra da Nª Srª da Visitação, no próximo dia 7 -- VI Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão (este ano com o maestro José Rafael Pascual Vilaplana) de 19 a 23 de Agosto -- Banda Musical de Amarante - Vencedora do 1º Prémio/III Escalão do IV Concurso Internacional Ateneu Artístico Vilafranquense e Prémio Tauromaquia

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Convite para concerto a 25 de Abril

A Banda Musical de Amarante tem o prazer de convidar o leitor para o concerto a realizar, na próxima quarta-feira, 25 de Abril, no cine-teatro de Amarante.
Será dividido em duas partes, uma dirigida pelo Director Artístico Fernando Marinho e outra pelo Maestro Armando Teixeira. Serão interpretadas obras num rol de compositores que contempla grandes nomes da música para sopros, como Alfred Reed, Ferrer Ferran e James Barnes, nomes consagrados na história da música, como Richard Wagner, e nomes emergentes no panorama nacional, como Luís Cardoso ou Luís Serra.

Programa:

1ª Parte:

Consuelo Císcar - Ferrer Ferran
Do Alto da Estrela - Luís Serra
Seventh Suite for Band - Alfred Reed
Forcados do Sul - David Costa

Manuel Fernando Marinho - direcção


2ª Parte:

Abertura Rienzi - Richard Wagner
Alvamar Overture - James Barnes
Canções da Tradição - Luís Cardoso

Armando Teixeira - direcção

terça-feira, 17 de abril de 2012

Páscoa 2012

A Páscoa tem um significado especial na história recente da nossa Banda. Foi nessa altura, em 2008, que saímos à rua, para dizer que estávamos vivos, fazendo somente mais uma aparição num serviço que conta sempre connosco. Uma verdadeira Páscoa de ressurreição. Um repescar do passado, nunca para lá repousar, mas para buscar força e razão de continuar neste projecto que é a nossa instituição. Estar, novamente, prontos para mais uma Páscoa, com uma Banda ainda maior e mais equilibrada é, sem dúvida, uma vitória.


Num mês de Abril cheio de novos desafios, a Banda apresentou-se, na noite de dia 6 de Abril, para o primeiro destes compromissos - a procissão de sexta-feira santa. Efectuou-se o percurso normal desta data, percorrendo em silêncio um caminho que liga as igrejas da Sta. Casa da Misericórdia, S. Pedro, S. Domingos (restaurada neste ano, voltando assim ao roteiro da romaria) e S. Gonçalo. Em silêncio, transportou-se o caixão alegórico de Jesus Cristo. Em vigília, num assomo de cristandade. Em harmonia, com os tons da Banda de Amarante.
Durante a manhã de sábado seguinte, os elementos da Banda ainda encontraram tempo para descontrair e conviver, numa partida de futebol 5x5. Um pequeno sopro de relaxamento, num fim-de-semana que contemplou 3 ensaios, uma procissão e todo um dia de desfile pela cidade, que viria a ser o domingo pascal.

Assim, passado o sábado de vigília, nasceu o domingo, solarengo. A Banda apresentou-se, bem cedo, no mosteiro de S. Gonçalo, de onde se iniciaram os trabalhos. Num caminho que percorre toda a parte da freguesia de S. Gonçalo respeitante à mesma paróquia, a Banda cumpriu exemplarmente o estabelecido, não atrasando nem faltando ao respeito ou conduta, algo que, noutras paragens, deixa um pouco de má imagem ao que é uma Banda. Coordenados com os "compassos", em passo ligeiro e com dedicação em cada nota, combatendo o fôlego, a Banda conseguiu combinar profissionalismo com alguns momentos de descontração, dentro daquilo que sabe fazer bem.
A Ressurreição foi, assim, anunciada por toda a cidade, com a alegria que a Banda Musical de Amarante sabe passar. Um esforço conjunto de um grupo que o sabe ser, uma liderança segura dos maestros que fazem crescer esta Banda e um acompanhamento do vice-presidente, sempre pronto a apoiar os músicos com água para hidratar e doces para regular a tensão, porque é importante equilibrar o organismo durante uma prova de resistência, que é caminhar e puxar por todo um mecanismo apoiado, antes de mais, no músculo do diafragma, que é como manda a boa maneira de tocar um instrumento de sopro.
Momentos como o tocar e acenar às crianças da instituição "Terra dos Homens", a visita aos Bombeiros Voluntários de Amarante ou o finalizar da caminhada no mosteiro são símbolos da Páscoa que marcam todos os anos.

Fica o agradecimento a quem nos apoia e, em especial, quem nos recebe no seu lar, à paróquia e à nossa bela cidade. Foi, sem dúvida, um bom mote para este mês que aí vem, saber que, quando formos a um concurso internacional no último fim-de-semana de Abril, é tudo isto que vamos representar - Amarante.

Reportagem fotográfica da autoria de Paulo Alexandre Teixeira, disponível aqui.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

II Curso de Direcção

Uma banda filarmónica serve para isso mesmo - filarmonia. A nossa missão engloba, obviamente, o abrilhantar de festas e romarias, gerando bom ambiente para os espectadores e, essencialmente, para os executantes. De uma forma bem qualificada, obviamente, pois os executantes são músicos, não excursionistas ou grupos de amigos para farras. Mas, a missão de qualquer banda, tem que ir mais longe. A nossa Banda engloba ainda uma missão de formação. Formar novos valores e contribuir para a aprendizagem musical, como uma vertente importante da formação humana.

A nossa parte na formação não se fica pela escola da Banda (apesar de isto ser o mais importante, do nosso ponto de vista). Os estágios e cursos organizados pela nossa instituição têm providenciado oportunidades de músicos interagirem e evoluírem juntos e aprenderem com figuras preponderantes no panorama de música para sopros. No último fim-de-semana de Janeiro, a Banda Musical de Amarante levou a cabo o II Curso de Direcção, orientado pelo nosso director artístico Fernando Marinho. Durante um fim-de-semana, trabalharam-se vertentes da interpretação de maestros, tendo ao dispor da classe da "batuta" uma banda bem organizada e com uma boa resposta aos estímulos dos alunos, de modo a se revelar da melhor forma os erros dos aprendizes, os bons aspectos do seu potencial as melhorias adquiridas.

Para a Banda, foi bom trabalhar em conjunto, obtendo bons progressos na sonoridade e em obras fulcrais para o ano que acaba de começar.
O concerto final deu uma boa imagem do curso, com bons sinais por parte dos aprendizes e uma casa cheia, com gosto pela sua Banda e pelo seu trabalho.

Estamos sempre de portas abertas, para quem queira contribuir e, inclusive, aprender e formar-se, pois é algo que todos fazemos em todos os ensaios, aulas e serviços. Na Banda não há barreiras do passado. Há um passado para aprender e um futuro para apostar, em união por uma causa comum. Na Banda Musical de Amarante, todos e cada um de nós é mais que um músico.

Parabéns aos músicos da Banda, à organização do evento e, essencialmente, aos participantes e ouvintes.

Programa do concerto:
  • Musica i Poble - pasodoble de concierto - Ferrer Ferran - dirigido por Artur Senhor
  • Seventh Suite for Band - Alfred Reed - dirigido por Ivo Nascimento, Victor Morais e Pedro Ribeiro
  • Do Alto da Estrela - fantasia para Banda - Luís Serra - dirigido por Rui Lima
  • Rikudim - four Israeli folk dances - Jan van der Roost - dirigido por Fernando Araújo, Emanuel Silva, Marco Araújo e Paulo Veiga

domingo, 25 de dezembro de 2011

Em Dezembro...

Em Dezembro termina um ano - mais que óbvio. Fecha-se um ciclo e ultimam-se preparativos para um outro. Saram-se feridas, orgulha-se das metas atingidas e sonha-se (e preparam-se) os novos desafios.

A Banda Musical de Amarante orgulha-se do seu ano de 2011. Sente-se feliz por ter atingido os seus objectivos, sente-se orgulhosa da sua evolução e sente-se mais madura com tudo o que aprendeu nos bons e maus momentos. Muitas histórias haverão para contar, desde o nosso curso de direcção, o nosso estágio com o grande amigo Rafa, o desfile de bandas que fizemos na Casa da Música do Porto, o serviço com a Banda de Famalicão, uma das melhores do Norte, a invulgar festa em Teixeiró - Baião. Em todos estes momentos, em especial neste ano, muito tempo se pode ter perdido, muito suor nos pode ter escorrido, mas muitas coisas ganhámos, de entre as quais há que destacar uma: um grupo. União foi a palavra chave deste ano que acaba brevemente, com momentos de perfeita sintonia musical, convívio pleno entre amigos e integração de novos elementos que valerá sempre a pena recordar.

Dezembro, o mês corolário, começou com a data mais importante do nosso calendário - o nosso aniversário. A tradição não se perdeu. Desfile pela manhã e um excelente concerto da parte da tarde, com a consagração de mais um valor da nossa casa, a solo, Cristiano Carvalho com uma excelente interpretação de "Blue Bells of Scotland" em eufónio; a recepção de novos elementos, 4 formados na Escola - Tânia Abreu, Margarida Castanheira, Ana Cardoso e João Castanheira - e reforçando o nosso grupo - Daniel Osvaldo e Sérgio Figueiredo. Na nossa Banda faz-se música, são todos bem-vindos e, uma vez integrando o grupo, dele sempre farão parte.

Do concerto propriamente dito, restou uma agradável sensação de arte. Som delicado e bem tratado, afinação cuidadosa, sintonia entre os músicos e um saborear de cada nota que a Banda nunca antes sentiu. Tudo ainda repercutido no dia seguinte, 2 de Dezembro, na actuação em Vila Meã. É um sentimento de conjunto assente em 4 palavras-chave: alma, paixão, elegância e, a mais importante, Amarante. É a sensação de que, nesta Banda, cada um de nós, em conjunto, é sempre mais que um músico. São conceitos-chave para o estabelecimento de uma "casa construída sobre solo duro" que nunca deixaremos "desabar", pois é eterna.

Assim se reforça uma Instituição, a nossa Banda, colhendo frutos e apontando já baterias para o futuro. O novo ano traz novos horizontes, contra um cenário de crise que, de forma impressionante, temos teimado em contrariar dentro da nossa casa. Foi um 2011 cheio de promessas: a Escola funciona em pleno, com potenciais reforços a evoluír, inclusive numa banda juvenil, tendo lançado 4 novos executantes, supra-mencionados; Artur Senhor e Cristiano Carvalho experimentaram e mostraram potencial na experiência da direcção; a Banda produz as suas próprias canções de janeiras, com números novos todos os anos, mostrando-se capaz de produzir novos temas e números musicais a partir de técnicas de composição; fomos capazes de tocar cerca de uma dezena de obras novas apenas neste ano, dos mais importantes autores do panorama de música para sopros, destacando-se o nome de Alfred Reed, Ferrer Ferran, Gustav Holst, Bert Appermont e, um português que completaria 100 anos neste 2011, Duarte Ferreira Pestana. São promessas de potencial que pedem um 2012 com certezas de talento que os músicos anseiam confirmar.
A Banda Musical de Amarante deseja um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo aos seus músicos, directores, sócios e conterrâneos. Deixamos um desejo de que a filarmonia nunca morra e que os bons padrões culturais no nosso país sejam persistentes, pois podem ser, um dia, a última esperança para ultrapassar qualquer crise. Um desejo especial, repercutido quase como um lema pelo nosso maestro, durante todo o ano: "sejam felizes!".

Concertos de 1 e 2 de Dezembro:
  • Hino da Restauração - Abertura Solene*
  • Musica i Poble - pasodoble - Ferrer Ferran
  • Blue Bells of Scotland - Arthur Pryor (Eufónio - Cristiano Carvalho)
  • Seventh Suite for Band - Alfred Reed
  • El Quijote - Ferrer Ferran (Narração - Vítor Maia)
  • Santana, a portrait - arr.: Giancarlo Gazzani**
  • Uvas do Douro - Duarte Ferreira Pestana
  • Hino da Restauração - Fecho Solene*
* Obras interpretadas unicamente no concerto de aniversário a 1/12/2011
** Obra interpretada unicamente no concerto em Vila Meã a 2/12/2011

domingo, 11 de setembro de 2011

Estágio '11

A ambição não deve ter limites. Quando positiva, claro. Não devem haver limites à ambição de passar uma mensagem. É um dos objectivos da Banda Musical de Amarante: passar mensagens com o intuito de provarmos os nossos objectivos e as nossas capacidades. Já passámos inúmeras mensagens, que ilustram os nossos paradigmas: a Banda não é de um só, mas de todos, de Amarante; a evolução constante da música implica um esforço de todos; a união de um grupo com raízes é capaz de tudo, etc.

O Estágio de Verão também aparece como difusor de mensagens. Em primeiro lugar repesca a ideia referente à evolução da música - é constante. Não devem haver barreiras aos desafios que se colocam. A riqueza de repertório dos eventos tem aumentado de ano para ano e, neste ano, o repertório trabalhado trouxe a oportunidade de primar numa evolução nos métodos de
trabalho e novas ideias. Pelo segundo ano, o concerto final baseou-se numa temática - após, em 2010, se apresentar um repertório dedicado ao que de bom se produz na música portuguesa para sopros, neste ano foi apresentado um repertório dedicado às crianças.
Outras das mensagens é a universalidade da música. Rafael Agulló Albors vinha com provas dadas um pouco por toda a parte da sua grande qualidade. E o castelhano, para nós, não constituiu qualquer tipo de barreira para a compreensão da sua mensagem. Pequenos pormenores escondidos atrás de cada nota, rigor e disciplina de trabalho e de palco, saborear a música... Tudo isto aliado a uma simplicidade humana e fluência de boa disposição comparável à sua qualidade percebida pelos músicos que dirigiu: monumental.
Desde o início que o Estágio também cultiva outro paradigma: não há idade, habilitação ou limitação que prive quem for do acesso ao conhecimento. Todos os elementos da Banda Musical de Amarante, em primeiro
lugar, e sem excepção, têm o direito de participar. Aliás, figurando o Estágio no calendário de compromissos, esse direito torna-se quase um dever. Outrora apregoaram que os elementos mais velhos ou com menos estudos não se iriam encaixar. O I Estágio acabou logo com tal falácia, provando o contrário. Desde então, o trabalho, a diversão e o convívio acolhem quem quiser entrar. Esta IV edição alargou ainda mais essa realidade, ao proporcionar o albergue de elementos vindos de longe. O habitual convívio deu uma vida nova às margens tamegãs, com a enchente de pessoas nas esplanadas da rua das Tílias.

Dois concertos traduziram em notas este sentimento colectivo. Mostrou-se qualidade e, acima de tudo, uma acepção de novas ideias que outrora não havia tanto. Saiu-se do evento com uma excelente experiência humana e musical e com vontade de ainda fazer mais.

Estão de parabéns todos: participantes que evoluíram, staff que trabalhou na organização com afinco, professores com nota máxima no âmbito humano e pedagógico, direcção que, quase como progenitores de uma cria, acompanharam o evento todos os dias, responsáveis do centro pastoral e das salas de espectáculo pelo apoio prestado, bem como todos os outros que deram o contributo e todos os presentes que não surgiram como obstáculos à organização.

Programa do concerto final:
  • Children's March - Percy Aldrige Granger
  • Hores D'Estiu - Ximo Cano
  • Children's Suite - André Waignein
  • Toyland Suite - Ferrer Ferran
  • Celtic Child - Bert Appermont
soprano: Elisabete Ribeiro
coro: Escola da Banda Musical de Amarante
(extra)
  • Paquito Chocolatero - Gustavo Pascual Falcó

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Concerto em Fridão

Todas as freguesias de Amarante têm muito a revelar. Seja na sua potencialidade natural, falando das margens tamegãs na Madalena, S. Gonçalo e Cepelos, dos vales escarpados do rio Ôlo em Fridão, Canadelo e Ôlo, ou dos cumes maroneses em Ansiães, Aboadela ou Várzea, entre muitos outros exemplos que nos fariam perder dias e dias a descrever; seja no ímpeto e iniciativas das suas gentes. O nosso concelho revela em muitas das suas terras certames que ganham relevo, tais como as feiras das papas em Ôlo ou S. Veríssimo, o desfile de Bandas em Mancelos ou a feira gastronómica em plena cidade.
Em Fridão realizou-se, no fim-de-semana 12/13/14 de Agosto, a feira de negócios e oportunidades. Esta iniciativa realizou-se com o apoio da Câmara e Junta de Freguesia, bem como da Universidade Católica, promovendo actividades económicas e tradicionais na região. Em suma, uma iniciativa que deve ser aplaudida por trazer um facho de cultura e empreendedorismo, bem como de tradição à zona entre Ôlo e Tâmega.

A Banda Musical de Amarante apresentou-se, então, na noite de dia 12, para abrilhantar o evento com um concerto. Dirigida pelo director artístico Fernando Marinho, a Banda interpretou um repertório ligeiro, direccionado para a população em geral, que podia sentar-se a acompanhar a actuação ou, simplesmente, passear pelas bancadas expositoras. O presidente da Junta de Freguesia de Fridão foi o anfitrião e, o maestro a dirigir acompanhou a audiência com narrações explícitas sobre cada obra, em intervalos oportunos.
A Banda teve que lidar com uma acústica muito seca e um calor aterrador, o que dificultava em muito a afinação. No entanto, o objectivo foi atingido com sucesso e a coesão do grupo vingou, produzindo-se sons agradáveis num grupo com muito trabalho feito e muito entendimento entre os diferentes naipes.

A Banda Musical de Amarante deseja, como nesta vez, ter muitas mais oportunidades para se divulgar pelo concelho, pelo que agrade o convite e promete sempre o seu melhor, seja onde e quando for. Missão cumprida em mais um lindo e precioso pedaço da nossa Amarante.

Programa do concerto:
  • Consuelo Císcar, pasodoble - Ferrer Ferran
  • Fate of the Gods - Steven Reineke
  • Waltz no. 2 - Dmitri Shostakovic/arr.: Johann de Meij
  • Uvas do Douro, fantasia popular nº. 1 - Duarte Ferreira Pestana
  • Santana, a portrait - Giancarlo Gazzani
  • Canções da Tradição, rapsódia - Luís Cardoso
  • 76 Trombones - Meredith Wilson/arr.: Naohiro Iwai

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Casa da Música do Porto - Encontro de Bandas Filarmónicas

No passado dia 30 de Julho, a Banda Musical de Amarante viveu o mais prestigiante dos seus dias. A Casa da Música do Porto é um dos maiores símbolos da "arte escutada" a nível internacional. Qualquer um dos palcos, seja a sala Suggia, a sala 2, qualquer uma das restantes ou a praça - onde se desenrolou este evento - são dos mais honrosos que qualquer artista deseja pisar. A praça, inclusive, já viveu excelentes concertos, passando pela banda de Pedro Abrunhosa à então Orquestra Sinfónica do Porto.

Neste dia, o palco patrocinado pela cerveja Super Bock, recebeu várias bandas filarmónicas. É, aliás, uma iniciativa de grande mérito, pela demonstração de apego à tradicional filarmonia, bem como o cultivar de novas ideias no panorama das bandas filarmónicas. A Banda Musical de Amarante encarou este dia com estes 2 desafios: mostrar a tradição das "orquestras do povo" e dar um passo mais à frente, ao apresentar obras mais arrojadas, ao invés de obras apropriadas somente para romarias.

O trabalho desenvolvido durante todo o mês, em especial na última semana, colheu assim os seus frutos. Com peças absolutamente fora do comum que se viveu naquele dia, bem como outras mais conhecidas, sem esquecer a devida homenagem a Duarte Ferreira Pestana, um ícone da filarmonia nacional que comemora este ano 100 anos.
A reacção da plateia foi de agrado e curiosidade e, se alguns gostaram das novas harmonias e ritmos de alguns números, outros mostraram mais interesse pelo tradicionalismo e simplicidade de outras obras. A Casa da Música cumpriu assim com a sua função de oferecer cultura e agradar ao seu público.

A Banda Musical de Amarante deixa ainda os seus parabéns às congéneres presentes naquele fim-de-semana. Os seus programas e actuações justificaram o convite que receberam e mostraram em que nível se encontra a filarmonia em Portugal e como pode ser uma boa excepção, se enveredar por um caminho de modernidade e se as mentes lusas souberem abrir-se um pouco mais ao que é feito por estas bandas.

Programa do concerto:
Firework - Jan van der Roost
Jericho - Bert Appermont
Waltz no. 2 - Dmitri Chostakovic/arr.: Johann de Meij
African Ritual - Giuseppe Calviño
Uvas do Douro, Fantasia Popular - Duarte Ferreira Pestana
76 Trombones - Meredith Wilson/arr.: Naohiro Iwai