Avisos:

A Banda de Amarante vai apresentar-se em Peroselo, Penafiel, para a festa em honra da Nª Srª da Visitação, no próximo dia 7 -- VI Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão (este ano com o maestro José Rafael Pascual Vilaplana) de 19 a 23 de Agosto -- Banda Musical de Amarante - Vencedora do 1º Prémio/III Escalão do IV Concurso Internacional Ateneu Artístico Vilafranquense e Prémio Tauromaquia

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Está quase..........

Pois é. Aí vem festa. Está quase. Está mesmo quase.
Cada vez mais temos que definir a nossa posição neste projecto. Se participamos mesmo a fundo nisto ou se temos medo de avançar.
Tudo foi feito por nós. Por aquilo que a Banda significa para cada um.
Já há exemplos de atitudes em prol da Banda que divergem um pouco da vontade pessoal, assim como de situações opostas.
Mas cada um de nós esperou este momento. E ele está aí a chegar.
A Banda já toca muito melhor. Isso é um dogma. Agora o trabalho não pára nunca.
Antigamente talvez fosse muito "light" e se resumisse ao trabalho feito na sede. Mas hoje a atitude é diferente. Trabalhemos em casa. Trabalho individual que faz de cada um de nós apto para tocar em conjunto. Só assim podemos preparar a Banda para os desafios que se avizinham. Temos primeiramente que ensaiar a espinha da terra como se fosse o unico conjunto que a Instituição dispõe. Após isso, sim, entrosaremos com os reforços que virão. Não temam. Eles vêm mesmo. Sabemos com certeza que, devido ao facto de não terem contrato connosco nem poderem vir a todos os ensaios. Assim, também com o nível que lhes é exigido, encontraremos todos, da terra e reforços, o encaixe necessário para fluir artisticamente.

Ressalva-se então a ideia de que por agora temos que trabalhar-nos a nós que somos a base desta Banda. Está certo que falta ver muitas coisas, mas não esqueçam que, pelo menos, um cocnerto está praticamente pronto para a próxima festa que se avizinha. Resta-nos dar "o nosso melhor e mais um pouquinho".

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Não esquecer

A Banda não prescinde nunca dos seus costumes saudáveis. Assim o aviso fica aqui e já.

Como é hábito, no primeiro fim-de-semana de Junho festejam-se as Festas da Cidade de Amarante - Festas de Junho.
Na manhã do Sábado desse fim-de-semana, é costume os executantes da Banda juntarem-se numa confraternização à portuguesa. Ou seja, neste país dos futebóis, a nossa confraternização é com um joguinho de futebol de 5 ou 7.
Assim sendo, todos os homens, e mulheres (abertos a surpresas =)), estão convidados a participar. Comam saladas, pratiquem desporto, façam jogging de madrugada, não importa. Preparem-se lá para um evento que, para além de fazer bem a vocês mesmos, faz bem à nossa Banda.

Estão todos convidados, executantes, directores e amigos da Banda.
Evento a realizar num local a definir.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Divulgação

Fica aqui a divulgação de eventos artísticos a acontecer em Abril:

13 de Abril - "As Madamas do Bolhão"
Opereta de Jacques Offenbach, adaptada para português por Eurico Carrapatoso
Concerto do Estúdio de Ópera do Conservatório de Música do Porto, com acompanhamento de grupo de câmara, na cozinha dos Frades do Mosteiro de S. Gonçalo em Amarante.



13 de Abril - IV Festival de Bandas de Lousada
Com a participação de:
Associação de Cultura Musical de Lousada;
Banda de Revelhe;
Associação Cultural do Couto Mineiro do Pejão.
Informações


25 de Abril - Concerto "Equinócio da Primavera"
Concerto pela Banda de S. Cristóvão de Rio Tinto no Teatro do Campo Alegre no Porto
Informações








27 de Abril - Festival de Bandas "A Filarmonia ao Mais Alto Nível - III Edição"
Festival organizado por Cardoso & Conceição Lda. no auditório do Europarque em Sta. Maria da Feira.
Com participação de:
Banda Municipal de Valpaços;
Filarmónica Boa Vontade Lorvanense;
Filarmónica Verdi Cambrense;
Banda Musical de Fornos;
Orquestra Filarmonia de Vermoim - Maia.
Informações





Agradece-se a quem tenha mais informações sobre eventos deste carácter, que os divulgue para poderem ser aqui "postados", porque este é o blog em que toda a Banda deve interagir.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Dia de Páscoa

Após uma Sexta-Feira Santa para recordar, bem ou mal desempenhada que fosse, e um Sábado de Vigília para descansar, a Banda estava pronta para outra. A caminhada das caminhadas. A única (ou quase exclusiva) festa “no pó” que faremos daqui para a frente. Sim, porque hoje somos uma banda filarmónica de orgulho mais imponente e não iremos mais a serviços de “tocar para as pedras da calçada” e ser abandonados após a procissão. Essas festas dão prejuízo à partida. Logo não faremos. Esta, pelo contrário, é na nossa terra. A única terra a quem devemos o facto de sujar as fardas no pó. A Páscoa é uma nobre tradição que não se interrompeu nem se deve interromper. E, tal como o Messias dos Cristãos, no tempo de Páscoa, a Banda ressuscitou.

O dia começou com mais um ensaio. Apurar e preparar melhor a execução de marchas novas, que iriam ser estreia nas ruas de Amarante. Caras antigas e queridas de gentes que não se imaginavam em tal regresso foram revisitadas nessa manhã. A Banda estava mais que completa com a reformulação do núcleo duro que se vinha a perder. Após a bênção de Deus no mosteiro, as cruzes e a Banda saíram à Visita. Começara a festa. Ao som de “Caçadores do 1”, a Banda saiu à caminhada pela Alameda do Poeta, subindo à Baseira, numa caminhada que só acabou na Quinta do Salto, onde a Banda, tal como em outras casas, foi recebida com hospitalidade e amizade por gente amiga e generosa. Notava-se a diferença desde logo no público mais interactivo que batia palmas e ovacionava à passagem da formatura. Aplaudiam a Banda renascida e a mensagem que passava era positiva. Agrademo-nos, executantes, com este sentimento.

De tarde, a corrida foi orientada pelo novo maestro, fazendo turno com o nosso Director Artístico. Não acusou a responsabilidade, o novo homem da batuta, guiando a Banda pelos caminhos de S. Gonçalo, pelo lugar do Campo da Feira.

Notemos que talvez a emoção do dia tenha atingido o seu auge na passagem pelo quartel dos Bombeiros Voluntários de Amarante. Em acidental mas genial sincronia com o Compasso, a marcha do “Presidente António Conde” foi executada em frente à multidão que enchia a garagem das automacas, com a tradicional cruz de serrim no chão. Relata-se momentos de choro e emoção na casa da Instituição de que outrora fizemos parte. Os nossos irmãos alegraram-se com o nosso regresso. Caminhadas finais pelo centro da cidade, com cada vez mais vontade e energia apesar do cansaço, em direcção aos sinos que chamavam ao mosteiro. Uma vez no interior da nave, no início das cerimónias, a marcha de abertura das festividades, acabou por as fechar. Os “Caçadores do 1”, de Amílcar Morais, reuniram palmas, campainhas e ovações (numa cerimónia religiosa!). A “pancada” no prato, com a sua elevação logo a seguir, num dos temas da marcha, levava ao delírio, tanto músicos, como público. De destacar a prestação impressionante do naipe de trompetes. Quatro executantes no início da sua formação, que deram o perfeito toque militar à marcha, fazendo esquecer os abandonos e recusas por indisponibilidade de vir tocar trompete à Banda.

Acabaram assim as festividades da Páscoa. Finalizaram-se com abraços. Emoção que acompanhou toda a gente desde a primeira nota da “Alma Máter” na Sexta-Feira até à última nota dos “Caçadores (…)” no Domingo.

Os Parabéns a esta Banda de apaixonados, lutadores e sobreviventes.

"Parabéns, pois Amarante voltou a ver a sua Banda e vocês foram os responsáveis por isso. Um Muito Obrigado" - a Direcção

sábado, 22 de março de 2008

Sexta-Feira Santa

Clareava a Lua no escuro firmamento nocturno, limpo a tentar conter a chuva que se anunciava para o dia a seguir. Fazia frio, muito frio. Mas os corações escaldavam com um nervosinho bondoso.
Após um pequeno ensaio, as fardas azuis ocuparam o seu lugar no pátio da igreja, prontos a alinhar e começar a tocar. E aconteceu.
Mesmo com a inveja de alguns, com desistencias à última da hora, com estupefacientes à mistura, a Banda Musical de Amarante fez o tradicional serviço de Sexta-Feira Santa. Começou a procissão. Qualquer tipo de barulho cessou naquele mesmo momento. Qualquer tipo de luz. Esta procissão é alegórica ao funeral de Jesus Cristo. Somente as velas davam a luz naquela noite. As velas e a Lua. Lua cheia e reluzente.
Subiu-se e desceu-se na outra direcção a rua ao om da "Alma Máter" e, claro da "Solidão". Para quems e acha algum guru, que viesse ouvir como a Banda interpretou cada mudança de tonalidade, cada dinâmica da música, frase a frase, cada respiração em conjunto.
O toque seco da caixa marcou o luto da ocasião, encurtando os momentos musicais, pois, de facto, não se tratava de uma comemoração esplendorosa, mas sim de um luto.
Ao descer para S. Gonçalo, o orgulho bateu forte, ao contemplar o mosteiro, a ponte e o rio e, finalmente, prestar as nossas contas aos símbolos desta cidade a que pertencemos ao som de música.
Dada a volta à cidade, a passo fúnebre, entre marchas tocadas com sensibilidade, com algumas habituais, inconvenientes mas, ao mesmo tempo, nostálgicas trapalhadas, sem nunca estragar a noite, a procissão e o serviço da Banda chegaram ao fim. E, neste fim, fica o sinal. Estamos aqui. Correu bem. Éramos poucos mas bons. E não repetíamos para corrigir nada. Fizemos o nosso trabalho. Está aqui o seu fruto. Sensibilidade, harmonia, filarmonia e, acima de tudo, evolução.
No próximo domingo há mais. Todo o dia a marchar. Vamos chegar ao fim capazes de tocar outra vez. Mas como isso é só vontade psicológica e não física, é melhor não tentar.

Os parabéns a todos os que ficaram até este momento e que o trabalharam e trabalharão mais além. Os lamentos por aqueles que não puderam ficar, os quais com certeza que gostaríamos de contar. O convite para quem não acredita nesta Banda e nas suas hipóteses, para que venha ver e ouvir e tirar conclusões mais fundadas e específicas. Os agradecimentos para todos aqueles que apoiaram a Instituição e que a vieram apoiar e saudar (em silêncio pela ocasião). Se gostaram ou não, fiquem sabendo que não pára por aqui.

Boa Páscoa. Sim. Já é domingo na hora de edição deste texto.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Hora da Verdade

E aproxima-se a Páscoa...
Em Amarante vão andar as cruzes a anunciar a "Boa-Nova da Ressurreição". A Mensagem de Fé e Paz vai ser passada a partir da nobre e única tradição que subsiste há longos anos no concelho e, mais precisamente, na paróquia de S. Gonçalo. As famílias reunr-se-ão em suas casas (algo já típico de todas as festas cristãs), esperando pela visita dos homens de toga. Todo este rebuliço e tradição vêm acompanhados de harmonia. Pois sim. Lá irá a Banda de Amarante reacordada correr as ruas, ruelas e estradões da paróquia, para dar côr à Visita Pascal.

Será a hora da Verdade neste regresso. Teremos que provar que estamos prontos e melhores. Cada vez melhores.
Teremos que calar as vozes de "contra-revolução" que ainda se fazem ouvir. De dor de cotovelo ou falta de orgulho. Teremos que os calar. E não deixar ficar mal aqueles que confiaram em nós, aqueles de orgulho ferido que mesmo assim nutrem o seu amor pela Instituição. Mas acima de tudo não devemos deixar ficar mal nós mesmos que assumimos este compromisso de entrega. A primeira nota que cada um de nós der na noite de Sexta-Feira Santa marcará o início de uma nova aventura. A Banda lutou para não morrer. Mostremos agora que nunce esteve mais viva.

"cada um deve dar o melhor de si e mais um pouquinho..."

quarta-feira, 12 de março de 2008

Espírito Filarmónico

Porque nos levantamos todas as manhãs de festa mais cedo que a maioria?
Porque fazemos longas caminhadas, ao Sol e calor ou à chuva e frio, sem vacilar, sem parar? E tudo isto a tocar.....
Porque tocamos em coretos apertados com exposição às piores das condições do clima, ou em palcos grandes mas sem qualidade de som?
Porque nos submetemos a tudo isto.... e nunca paramos?
É algo que não compreendem todos. Nesta sociedade de hoje em dia, a grande maioria quer ver e entreter-se. Assim desaparecem as tradições. Como quando não há quem ajude a visita Pascal de S. Gonçalo de Amarante e há muitos que queiram recebe-la. Enfim, só um exemplo.
Mas neste tipo de colectividades, ninguém pára mesmo.

Que é então espírito filarmónico?

Há poucos dias ainda aqui se escreveu que filarmonia advém etimológicamente do gosto pela música. E é mesmo isso.
Cada leigo ao ver uma Banda passar na rua pensa: "Olha a música, tocam tão bem". Outros ainda dizem: "Olha a Fanfarra....". Mas todo o mecanismo emocional de dar tudo por um dia de festa não lhes passa sequer na cabeça.
Espírito Filarmónico reside em duas bases: seriedade e descontração.
Numa Banda, cada um dá um passo musicado com a sua responsabilidade, mas com uma enorme toada de descontração. O segredo está em acordar para cada serviço com a vontade de rever os amigos de anos, com vontade de dar o corpo à causa; nobre causa da música, com vontade de, em muitos casos, descomprimir de contrariedades da vida, desaparecendo tudo naquelas horas em que o trabalho vira paixão.
Em concertos ao luar, o amor à música mistura-se então com o amor à Instituição, procurando cada músico dar o melhor de si, fundindo-se a Banda num só em momentos de maior concentração e esforço... e se calhar de evasão. Momentos em que, no fim, jorra suor pelas faces dos músicos. Saem suspiros. Abundam aplausos.
Ao fim de cada serviço, os músicos cansados no autocarro vão desligando desta evasão que acaba. Fica para trás uma aventura. Aqui ou ali um solo mais improvisado, um sorriso colorido, um novo conhecimento que agradou, uma música à qual soubemos responder à altura, e até respondemos bem melhor toda a noite. Tudo isto ao serviço de um nome. Um emblema que levamos ao peito (porque isto não acontece só no futebol).
E memórias que ficam sempre. Noites eternas, passadas com amigos de verdade. Aqueles que dão tudo por nós, aqueles que dão tudo pela Instituição e nos ensinam também a faze-lo. Amizades derivadas pelo sentimento de pertença a algo especial, de fraternidade.

Em Amarante, Espírito Filarmónico pinta-se de fraternidade, amor à Música e classe.