Avisos:

A Banda de Amarante vai apresentar-se em Peroselo, Penafiel, para a festa em honra da Nª Srª da Visitação, no próximo dia 7 -- VI Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão (este ano com o maestro José Rafael Pascual Vilaplana) de 19 a 23 de Agosto -- Banda Musical de Amarante - Vencedora do 1º Prémio/III Escalão do IV Concurso Internacional Ateneu Artístico Vilafranquense e Prémio Tauromaquia

terça-feira, 8 de junho de 2010

Corpus Christi '10

O ano de 2010 trouxe muitos desafios. O volume de trabalho da Banda Musical de Amarante teve que ser enorme para correspondermos aos compromissos que assumimos. Logo um serviço em Janeiro com transmissão de uma obra para a televisão nacional e o mês de Abril repleto de festas. Maio foi para descansar, mas Junho arrancou logo com quatro requisições. No dia 3 a Banda apresentou-se para o serviço do feriado do Corpo de Deus. Nos três dias seguintes, três aparições, sendo que, na primeira delas, apenas foi um pequeno grupo de músicos a acompanhar as marchas do infantário "O Miúdo".

Iremos contar a história por partes. Na quarta-feira, dia 2 de Junho, qualquer um de nós terá passado a tarde ansioso... Aproximava-se um feriado. Mas era um dia especial, pois o Rodrigo Carvalho, filho de Ricardo Carvalho, completava mais um aniversário. O futebolista, amigo pessoal do nosso presidente, requisitou assim que a Banda se deslocasse à sua propriedade para brindar o menino com canções. A Instituição acedeu e os músicos do núcleo duro foram, sem compromisso algum, visitar a família em festa. Muita música, fotografias e deslumbre pela companhia de uma referência que leva cada vez mais longe o nome da nossa terra. Enfrenta o compromisso do Campeonato do Mundo 2010 na África do Sul e veio, apenas uns dias antes da partida, recarregar forças à sua terra natal. É, sem dúvida, um exemplo da dedicação e força de vontade que devemos aplicar ao que fazemos e da paixão com que devemos sentir a nossa terra. Uma medalha por tudo isso e pelo símbolo que é para cada um de nós: um humilde vencedor.
Nesse mesmo dia, a Banda tinha ainda que ensaiar. O calendário estava "gordo" por esta altura e a necessidade de trabalho era grande. Ainda para mais quando dois elementos tiveram que deixar a Instituição. São assuntos internos que a Direcção soube partilhar da melhor forma com o grupo, explicando razões e colhendo opiniões. Uma forma de lidar com as pessoas que fez com que, no final do ensaio, não só se ganhasse qualidade artística como também uma união mais forte e inquebrável. O grupo iria assim apresentar-se nos serviços, sentindo pelos colegas que partiam nada mais que saudade e pena por não poderem trabalhar com a farda blaugrana. O desejo de toda a sorte do mundo para eles da parte de todos nós.

O serviço propriamente dito chega finalmente na quinta-feira seguinte. Amarante viu a sua Banda iniciar o desfile pelas 15h30, em sta. Luzia. A cidade esperava maturidade e ainda mais qualidade da sua Banda que já mostra há três anos criatividade, frescura, arte e dinamismo. Foi tudo isto que lutámos para demonstrar durante o dia.
Terminada a entrada foi tempo para um concerto no largo de S. Gonçalo, num dos dois coretos montados com vista aos concertos a duas bandas nas Festas da Cidade. A Banda foi dirigida pelo maestro Armando Teixeira e pelo director artístico Fernando Marinho. Seguir-se-ia a procissão solene pelas artérias principais da nossa terra e finalizava o dia de trabalho.

Esforço, dedicação e união foram as palavras-chave. A Banda pautou o seu trabalho com toda a delicadeza trabalhada dias e dias na interpretação das suas obras, inovação do seu repertório e um trabalho conjunto esforçado, até mesmo na organização do material de concerto. Esperavam-nos agora mais outros serviços. Esta "corrida" ainda mal tinha começado.

Programa do concerto:
  • Hispânico - pasodoble, Nuno Osório
  • Guilherme Tell - abertura, Gioacchino Rossini
  • Pacis Valley, Ben Haemouts
  • Canções da Tradição - rapsódia, Luís Cardoso

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Concerto pela União Europeia

A Banda foi convidada a actuar na Escola Preparatória E.B. 2.3 de Amarante - vulgarmente conhecida como ciclo - como parte integrante de uma exposição dedicada à União Europeia, no dia 8 de Maio, véspera do dia da U.E..
A iniciativa da escola visava expor trabalhos dos seus alunos relativos à temática da união, expostos no pavilhão polivalente do estabelecimento. À Banda cabia a apresentação de obras que compusessem um concerto agradável nessa noite, cativante para a comunidade escolar, que seria predominante nos espectadores.

Pelo ambiente mais íntimo que teria lugar, a Banda convocou os elementos do seu núcleo, prescindindo de alguns habituais colaboradores que teriam que se deslocar de mais longe para comparecer. O repertório escolhido deixou de fora obras mais delicadas e elaboradas como transcrições de música erudita ou aberturas para banda. Em vez disso, apresentou um programa bem mais ligeiro, direccionado ao público maioritariamente povoado de pais, crianças e professores, conforme foi acima citado.
O concerto começou um pouco atrasado devido a um problema relacionado com um instrumento que não se apresentava nas melhores condições à hora de início. O nosso maestro titular, Armando Teixeira, dirigiu então a Banda numa actuação que colheu aplausos e interagiu com a plateia presente.
Foram interpretadas as seguintes obras:
  • Consuelo Císcar - Ferrer Ferran
  • Santana - a portrait - G. Gazzani
  • As 11 Partidas do Mundo - Amílcar Morais
  • Xutos Medley - arr.: Luís Cardoso
  • Canções da Tradição - arr.: Luís Cardoso
Foi mais uma prova de valor, pois mostrámos que, só com a prata da casa, conseguimos extrair grande qualidade do nosso trabalho. A ausência de alguns colaboradores e o ambiente mais relaxado do serviço, não impediu que se tocasse com grande brio e poder, com as notas todas no sítio, delicadeza na interpretação das obras e sensibilidade e equilíbrio de dinâmicas do som. Isto tudo aliado à alegria que lutamos para expressar em cada peça que interpretamos. Uma prova que vem demonstrar aquilo que todos e cada um de nós é capaz de fazer, contrariando uma linha de trabalho mais antiga que defendia que "os de fora cobrem as falhas".
Outra inovação positiva foi o bom funcionamento do trabalho em equipa na arrumação do diverso material pesado. Ao nos dividirmos em grupos bem organizados e encararmos a responsabilidade que temos na Banda, que vai para além de tocar o nosso instrumento, as coisas funcionam muito melhor. O ajudante da Banda (que por acaso, por motivos pessoais, não pôde comparecer) vê assim uma grande ajuda no seu trabalho que, não obstante a ser uma função sua, não deve passar sem uma ajuda de todos nós.
Houve ainda tempo para um lanche oferecido pela organização, recheado de saborosos doces e sumos, como agradecimento pelo nosso contributo no evento.

Queimou-se assim mais uma etapa da nossa época. Uma longa sequência de serviços que se iniciou em Abril termina assim neste concerto. Agora iremos colher os frutos desse trabalho e preparar-nos para mais compromissos que aí vêm, ainda mais exigentes e atractivos.

domingo, 25 de abril de 2010

Um concerto pela Revolução

Hoje foi assinalado o feriado da Revolução dos Cravos que, em 25 de Abril de 1974, de modo pacífico, pôs fim a um regime totalitário de extrema direita que vigorava desde 1933 em Portugal. É um sinónimo de liberdade porque, passando a redundância, realmente libertou o povo português de uma opressão constante, de um sentimento de querer mais, melhor e diferente e ser impedido de tal. Um acontecimento que colocou Portugal na liberdade da democracia.

Respeitando a história e seus intervenientes, partilhando do sentimento de liberdade e de querer ir mais além, a Banda Musical de Amarante apresentou-se em concerto no largo de S. Gonçalo, interpretando peças completamente novas no seu repertório - uma das quais (Abba Mia - Luís Cardoso), fica a dúvida, poderá ter sido estreada mundialmente hoje, dada a recente data de edição - dirigida pelo nosso director artístico Fernando Marinho.
Privados de um músico, devido a falecimento de um familiar - a Banda e os seus executantes, colegas deste amigo, endereçam os sentimentos - iniciámos o serviço pelas 16h00 no coreto em frente ao mosteiro de S. Gonçalo. O fruto do nosso trabalho para este ano saiu ali, com toda a classe que foi possível dedicar. O público encheu o largo - maioritariamente nas zonas com sombra - aproveitando um dia estival para assistir à actuação da Banda da cidade.
As peças interpretadas trouxeram inovação, mais agressividade e delicadeza ao repertório, colocando a Banda num patamar de qualidade artística mais acima do que se verificava até agora, com a interpretação a saír de forma bem trabalhada e conseguida. O nível de dificuldade é outro e a dedicação dos músicos é cada vez maior, aliada à evolução resultante de um trabalho árduo em todos os ensaios.

Uma boa actuação só merece o reconhecimento pelo empenho de todos. Vêm aí mais concertos e este calendário cheio por esta altura apenas subiu a qualidade do ambiente e calor humano, pelo que os vários serviços oferecem mais motivação e descontração a um grupo que ganha, actuação a actuação, mais e mais confiança.

Fica o programa do concerto realizado:
  • Hispânico - pasodoble - Nuno Osório
  • Marcha Eslava - op. 31 P.I. Tchaikovsky
  • Pacis Valley - Ben Haemouts
  • Suite Alentejana nº 2 - Andamento Final - Luís de Freitas Branco
  • Abba Mia - Luís Cardoso
(Abertura e fecho do concerto com marcha "25 de Abril")

terça-feira, 20 de abril de 2010

Festa de Covas - Lousada

Era um passo importante - conseguir marcar lugar num acontecimento em local privilegiado no universo filarmónico, de modo a mostrarmos a nossa qualidade, pela qual tanto trabalhamos em todos os ensaios. Conseguimos, finalmente.
A Banda Musical de Amarante apresentou-se ao serviço, na manhã do dia 18 de Abril passado, na freguesia de Covas, em Lousada, com o seu grupo habitual de executantes, marcando apenas duas alterações no que diz respeito aos habituais colaboradores sem vínculo, três faltas por compromissos profissionais de executantes e dois reforços a pensar na importância da festa.

Conduzida pelo maestro titular Armando Teixeira, a Banda percorreu uma parte da freguesia pela manhã, cumprindo as formalidades de uma festa muito bem organizada, algo de louvar. Três elementos da Comissão de Festas acompanharam e guiaram o nosso maestro, de forma cordial e simpática, permitindo à Banda cumprir com as obrigações. A sintonia entre o nosso director artístico e o nosso maestro ficou bem patente neste serviço - o facto de termos dois maestros não causa nenhum conflito destrutivo, bem pelo contrário. Confinando a pasta da batuta unicamente a Armando Teixeira, a Banda contou com a execução de Fernando Marinho como primeiro flauta, mostrando que este nosso "mestre" é um músico mais que completo, aliando a sua mestria na batuta à excelente técnica e musicalidade na flauta transversal.
Pelo meio da manhã, houve ainda tempo para um lanche oferecido por um dos habitantes da freguesia, que encheu por completo as medidas de quem, cansado, percorreu quilómetros durante horas. A boa disposição imperou, em conjunto com o espírito de grupo. A Banda veio para um pouco mais longe, algum tempo depois da última vez, e surgiu unida, com os elementos nucleares a garantir um excelente ambiente, acarinhando os elementos mais novos e os colaboradores. Tal união reflectir-se-ia, obviamente, na qualidade musical.
Ao fim da manhã, a Banda de Amarante encontrar-se-ia, finalmente, com a sua congénere para darem a volta à igreja do local da festa. Este outra formação dispensa apresentações: a Banda de Música de Lousada é, há muito, uma referência no palco filarmónico da nossa zona. A sua qualidade musical reside nos excelentes músicos que tem ao seu serviço e na aposta constante na educação artística, dispondo de bons recursos com o Conservatório do Vale do Sousa mesmo ali ao lado. Um exemplo que nós estamos mesmo a seguir e que recomendamos. Quem também dispensa apresentações, sendo fulcral para a qualidade desta formação, é o seu maestro Romeu Silva. Figura de renome como maestro e também como instrumentista em tuba, justificando a sua longevidade na direcção desta banda pela sua qualidade e capacidade contínua de evolução.

A tarde chegaria, após um almoço em conjunto num restaurante da região. Era altura do concerto. Duas bandas com uma prestação excelente prenderam o público ao adro da igreja, mesmo com acessos de chuva e vento que se fizeram sentir durante a tarde. Duas formações com um bom repertório para apresentar e um bom equilíbrio de naipes. Se de um lado aparecia a Banda de Lousada, com classe na sua musicalidade e qualidade no seu som, do outro a Banda de Amarante apresentava um som poderoso e uma excelente expressividade, inclusive ao nível do contraste de dinâmicas. Saibamos olhar para a Banda de Lousada e aprender com toda a qualidade que têm, uma plena justificação do bom nome que vêm construindo desde há muito tempo, mas saibamos também ver as coisas boas que apresentamos, os bons exemplos que soubemos dar a nível artístico e que temos de manter ou mesmo melhorar ainda mais.
Fica a discriminação das obras de concerto apresentadas por nós:
  • Consuelo Císcar - pasodoble - Ferrer Ferran
  • Guilherme Tell - abertura - Gioacchino Rossini
  • Fate of the Gods - Steven Reineke
  • Marcha Eslava - op. 31 P.I. Tchaikovsky
  • A Volta ao Mundo - Paul Yoder & Harold Walter
  • 76 Trombones - Meredith Wilson/arr.: Naohiro Iwai
Antes da última música, ainda tempo para a procissão solene. Voltava-se depois ao palco para terminar o concerto. A prestação final da Banda captou bem a atenção de quem assistia. Somente três trombones e um som cuidado e, ao mesmo tempo, poderoso. Pareciam mesmo 76...
A despedida trouxe cenas louváveis no relacionamento entre duas bandas com bons conhecimentos - uma marcha em conjunto.

Acabava assim, por volta das 20h00, este serviço. No autocarro continuaria a diversão entre os músicos que queriam somente perpetuar a alegria de uma festa que adoraram fazer.
Obreiros de um bom dia de serviço? A nossa direcção, obviamente. O nosso maestro, que lidou com muitos assuntos, tais como garantir o número suficiente de papéis para toda a gente tocar, reservar lugares num restaurante de qualidade para o nosso almoço, a sua liderança e, claro, a sua prestação artística que viu neste serviço mais frutos de uma boa evolução contínua. O sr. Manuel Teixeira, fervoroso amigo da Banda (pai de Armando Teixeira), que nunca nos abandona nas várias festas e que, nesta em especial, garantiu e ajudou a escolher as fardas que fossem necessárias para quem não tivesse. Os colaboradores que vieram auxiliar, pela sua enorme generosidade e entrosamento. Os executantes de um núcleo duro que se fortalece cada vez mais e que garante a unidade de um grupo que se faz de cada um de nós. Em suma, todos nós que, mais uma vez, soubemos ser Amarante.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Páscoa em S. Gonçalo - Dois quadros

Quadro I
Um ano atípico, no que diz respeito a clima. Chegávamos à Sexta-Feira Santa, dia 2 de Abril e o cenário era mau para quaquer actuação ao ar livre. Chuva miúda, forte, de todos os géneros. Impossibilitava o nosso acompanhamento na procissão fúnebre da morte de Jesus Cristo. Após um pequeno ensaio e a constatação de tais impossibilidades para a ocorrência do nosso serviço, coube ao Director Artístico Fernando Marinho a iniciativa de dirigir um ensaio geral, aproveitando a presença de todo o corpo activo. A qualidade do nosso Director ficou bem patente pela forma como trabalhou a qualidade sonora, afinação e fraseamento das melodias ensaiadas. Com certeza que, após tal trabalho árduo em boa parte do ensaio, a interpretação da peça sobre a qual incidiu grande parte dessa prática foi de um nível já bastante aperfeiçoado. Não foi tempo perdido de certeza. Ir-se-ia ensaiar no dia seguinte novamente, mas uma etapa evolutiva estava assim queimada, em plena hora de serviço.

Quadro II

Chovera caprichosamente nos dias anteriores. Mas, no dia de Páscoa, o Sol voltou a brilhar. O frio inicial, que gelava os dedos, chegou a enganar, mas o resto do dia trouxe um aspecto mais primaveril a esta celebração pascal.
A Banda Musical de Amarante apresentou-se logo de manhazinha na igreja de s. Gonçalo, de modo a acompanhar a Visita Pascal desta paróquia, percorrendo-a até todos os seus limites. Privados de um executante em tuba, Miguel Marinho, por uma lesão na perna e de três outros executantes por motivos profissionais, a Banda apresentou-se com um corpo de músicos bem composto, o que equilibrou o seu som, acrescentando-lhe riqueza tímbrica. Partiu-se então nesta jornada, revendo os trilhos percorridos nos outros anos, adicionando novos, para não discriminar ninguém nesta visita.
A pausa para almoço trouxe nova força aos executantes, para, durante a tarde, subirem ao lugar do Campo da Feira. A partir daí, a caminhada seria em direcção ao mosteiro. Paragem na casa da executante em clarinete Beatriz Monteiro que, tal como de manhã fizera o executante em Saxofone Barítono Agostinho Ribeiro, amigavelmente recebeu os seus companheiros para um pequeno lanche. A visita aos Bombeiros Voluntários, intepretando uma marcha ao som das sirenes é, sem dúvida, um ponto assinalável. Passou-se pelo centro, visitanto ruas e ruelas com as cruzes da Visita Pascal, até faltar somente a caminhada para a igreja. Findou lá o serviço, com a interpretação da marcha "Caçadores do 1", de Amílcar Morais.
Assim, após um dia inteiro a tocar, conviver, brincar e a marchar, a Banda Musical de Amarante terminou a cansativa viagem pela única terra a quem o deve - Amarante. Agradece-se muito a presença dos músicos colaboradores em tal serviço, muitos dos quais iriam repetir a façanha no dia seguinte. agradece-se aos músicos em geral a sua força para enfrentar as dificuldades e garantir o bom ambiente em toda a festa; aos directores, sempre presentes durante o dia, na carrinha que proporcionava mobilidade aos materiais que iam sendo precisos durante o dia; ao director artístico e ao maestro que nos guiaram por esta caminhada, mais um ano.

É muito bonito ver a Banda a passar no dia de Páscoa. Mas as pessoas terão de se lembrar, nos anos que aí vêm, que, se querem a Banda (e mesmo a Visita Pascal em geral), têm que dar dinheiro e outro qualquer contributo que sirva para ajudar. Isso é essencial para a paróquia que paga os serviços e também para a Banda que investe no dia. Também é necessário lembrar que a cidade é muito grande quando palmilhada a passo. Se a Banda não visita uma rua ou um beco que seja, não o faz propositadamente, mas sim por informação mal dada ou por engano. Pedimos desculpa quando falhamos mas também pedimos paciência, pois somos humanos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Anúncio de calendário

Ampliou-se o calendário de serviços da Banda Musical de Amarante. No próximo di 18 de Abril, iremos deslocar-nos a Covas, em Lousada, para dar som à festa da freguesia. Connosco actuará a Banda de Lousada. Esta formação é um dos grupos musicais de referência da nossa zona. Se Lousada possui um dos bons conservatórios de música da região, a banda dá-se ao luxo de poder contar com os bons professores que lá dão aulas e alguns dos seus melhores alunos. Em suma, algo em que a Banda de Amarante começou a apostar, mas numa fase muito mais evoluída.
Assim sendo, vamos ter finalmente a oportunidade de dar o grito "Estamos aqui!". Vamos ouvir e aprender a tocar com uma excelente banda filarmónica, mas também vamos mostrar que temos trabalhado duro. Afinal contamos com um dos (senão "o") melhores maestros de formações de sopro, alguns dos melhores alunos e diplomados dos Conservatórios de Porto, Amarante, Lousada, da ESML, da Banda Militar do Porto e da PSP de Lisboa... E contamos com a nossa tremenda força de vontade e humildade.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Seguindo um caminho

Eis que o nosso calendário nos informa da proximidade de novos serviços. A Páscoa, que marcou um novo começo e uma nova viragem na nossa história, aproxima-se a passos largos, com as suas duas aparições reservadas para nós. Alguns de nós dever-se-ão lembrar de, quando Amarante se questionava sobre a sua Banda, ela se apresentou naquela noite, com os seus elementos, subitamente com um som renovado e apurado; os amarantinos receberam-nos, comovidos e afectuosos, aplaudindo-nos no Domingo, por estarmos vivos, por estarmos na rua. Repetiremos essa noite e esse dia, que são as efemérides mais próximas para as quais nos preparamos.

Desde esse Março de 2008 que muito se fez. Organizamos um estágio de ano em ano, formamos camadas jovens num conservatório oficial de música. Um investimento como a Banda nunca viu igual, mas que certamente valerá a pena.
Hoje somos muitos mais. Muitos dos colaboradores que na altura eram ilustres desconhecidos, hoje sentem ligação com a Banda e nunca deixaram de ajudar, continuando a envergar e a dignificar a nossa camisa, formando alunos (alguns da Banda) como professores do Centro Cultural de Amarante. Outros vieram fazer parte do corpo da Banda no chamamento de um novo desafio, a tempo inteiro ou como segunda prioridade, respeitando as suas bandas de vínculo. Mas, mais importante que tudo, formaram-se novas gerações de músicos, amarantinos produzidos na escola da Banda Musical de Amarante. Depois dos novos elementos apresentados no aniversário da nossa Instituição, eis que Beatriz Ferreira se junta ao grupo musical durante os ensaios, estando a caminhar para a sua estreia de farda azul.

Mais maduros, com mais classe, temos que continuar e aprofundar o nosso compromisso com a nossa Banda. Hoje, mais que nunca talvez, somos uma banda com muito músico não profissional, mas com uma qualidade artística e sonora consistentes e geniais, muito próximo do nível das grandes bandas de topo - não por demérito delas, que nos mostram e dão sempre o exemplo do que devemos lutar para ser, mas por nosso mérito, que trabalhamos arduamente, ensaio após ensaio, inovando num repertório cada vez mais bem recheado de obras modernas e com classe.
No entanto, o passado persegue-nos. Em virtude de anos menos bons, a nossa fama não vive dentro da nossa realidade actual e o dever da afirmação chama por nós. É por essa afirmação que temos que lutar. Muita gente não vai à Internet, não vem a Amarante ver-nos tocar, não se lembra de verificar quem é e que currículo tem o nosso genial director artístico Fernando Marinho, o nosso brilhante concertino Carlos André Silva, o nosso virtuoso percussionista Miguel Costa ou o nosso surpreendente maestro Armando Teixeira... Nem se dão ao luxo de conhecer a enorme humildade e força de vontade em qualquer um de nós. Limitam-se a falar do que ouviram há não sei quantos anos ou no "diz que diz que viu e ouviu...". Nós, Banda Musical de Amarante, queremos respirar, como um balão prestes a explodir. A cada ensaio se vê a música a correr-nos dos pulmões e dos dedos para os instrumentos. Queremo-nos mostrar, porque trabalhamos muito bem e surpreendemos já muita gente. Para isso temos que marcar presença em palcos que vestem a pele de autênticas montras para quem gosta do universo filarmónico. E, para tais metas, não devemos nunca vacilar no que diz respeito à nossa qualidade artística. Seja no arraial mais louco com outra ou outras bandas ou na festa mais poeirenta ingrata e sem audiência - cada nota tem que ser tocada como se fosse a última, se queremos lutar pela nossa afirmação.

Quem, de entre nós, for maduro o suficiente para este desafio, então está a vestir a farda certa. é um dos passos que nos faltam. E vamos conseguir...