Banda Musical de Amarante
Próximo ensaio no Sábado dia 13 de Fevereiro, às 17h00; não faltem!

segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

S. Gonçalo de Amarante

O dia era de festa. Mas estava frio, diga-se de passagem. Muito frio!

Na Igreja de S. Gonçalo, montava-se um autêntico espectáculo. A TVI ia levar às suas audiências a celebração da missa dos 751 anos da morte do Beato Gonçalo de Amarante. Para a celebração iam estar presentes não só o pároco Pe. José Manuel Miranda, mas também o monsenhor Pe. Clemente, o bispo auxiliar D. João Ferreira e o anterior pároco o Pe. Amaro Gonçalo. O coro de S. Gonçalo também se esforçara a rigor para tal celebração, contando ainda com a ajuda de um dos flautistas da Banda, Fábio Pinto da Costa, assim como um antigo elemento e velho amigo no trompete, Pedro Ribeiro, sendo que o coro é dirigido pela clarinetista da Banda Beatriz Costa.
Quanto à Banda, a importância do dia também ganhava relevo no covil dos Barbas Brancas. Logo pelas 9h15, desenrolava-se na sede um ensaio geral, preparando as marchas do desfile da manhã e o concerto da tarde. O maestro Armando Teixeira dirigiu a Banda, contanto com a colaboração nos trabalhos do nosso director artístico, Mestre Fernando Marinho.

Já debaixo de pequenos flocos de neve, derretidos à superfície, em contraste com o nevão do ano passado, a Banda marchou em direcção ao mosteiro, ao som das marchas "Caçadores do 1", de Amílcar Morais e "O Presidente António Conde", de Carlos Marques. Ao chegar ao largo de S. Gonçalo, e após a saudação ao imponente monumento ex-libris da cidade, a Banda apresentou-se como Instiuição da cidade a assistir à missa, presidida pelos sacerdotes supra-mencionados. A cerimónia decorreu, com a mensagem deste domingo de eucaristia, relativa ao baptismo. Na Acção de Graças, a Banda Musical de Amarante interpretou o Hino a S. Gonçalo. Os músicos, ostentando "AMARANTE" ao peito e o nosso maestro dirigindo-nos na interpretação, foram transmitidos para todo o mundo, em directo pelas câmeras da TVI. O coro de S. Gonçalo repetiu a obra, dando-lhe agora palavras, no fecho da cerimónia marcada pelo sucesso, num esforço geral dos elementos dirigentes e organizadores da paróquia, dos coristas residentes e seus colaboradores, da Banda e, claro, da equipa da TVI e, nunca esquecendo, do @amarante tv, que não falha a transmissão de qualquer evento de importância para a cidade.

Contrariando o frio, por entre queixas e tremuras, nada disso teve tempo de antena no concerto que sucedeu durante a tarde. A Banda Musical de Amarante apresentou-se em concerto pela primeira vez em 2010, no largo de S. Gonçalo, em honra do dito santo, ao som das seguintes obras:
  • Consuelo Císcar, de Ferrer Ferran
  • Ross Roy, de Jacob de Haan
  • Mar i Bel, de Ferrer Ferran
  • Suite Alentejana, de Luís Freitas Branco
  • Santana - a portrait, com arranjo de Giancarlo Gazzani
  • Português Suave, rapsódia de Carlos Marques
Este concerto fica marcado pelo crescimento. Crescem os novos talentos da Banda, com dois novos solistas: o jovem trompetista João Pedro Cerqueira interpretou o tema "Menina estás á janela" na Rapsódia "Português Suave" e, em saxofone, Alexandre Morais interpretou o tema Europa na obra "Santana - a portrait". Ambos demonstraram uma evolução no seu período como executantes. Os resultados estão à vista. Com um som consistente, uma expressividade a despontar, os jovens tiveram a primeira experiência como centro das atenções numa obra, experimentando também aquele nervoso miudinho que todos nós conhecemos ou podemos imaginar. Os parabéns a estes "caloiros". Os seus colegas também espreitam as oportunidades e, com o trabalho verificado neles, não tardarão a surgir. Mas o crescimento não pára por aqui. O nosso maestro Armando Teixeira evolui também. A sua direcção torna-se mais consistente e apurada de execução em execução. Mas a sua liderança dá também passos largos para a excelência. Na festa de S. Gonçalo mostrou pulso, organização, solidariedade e cordialidade. Com ele, a Banda cumpriu todas as expectativas, regras e horários. Com ele, a Banda viu minimizados possíveis problemas decorrentes em certas ocasiões. Com ele, a Banda ficou bem na fotografia, na gravação, na retina... Com ele, a Banda cresceu também. E, tal como a Banda, ele está de parabéns.
Os músicos ditos de fora também foram fantásticos. A sonoridade destes amigos, presença regular em todas as festas da Banda, esteve patente, realçando as suas qualidades artísticas. provam cada vez mais que a sua contratação de forma contínua nos nossos compromissos são um investimento e uma aposta ganha. Com eles, a Banda ganha força e qualidade. As vantagens ao nível de aprendizagem são inúmeras, tais como o exemplo que dão a nível da sua presença e, claro, técnica e som.

Findou assim esta festa. Um grande trabalho por parte de todos. Nós músicos e ajudante e o nosso maestro fizemos um grande trabalho. Mas por trás e em conjunto connosco, estiveram directores trabalhadores e o nosso director artístico, cuja presença nos dá sempre inspiração e cujo trabalho organizativo tira os frutos que estão à vista.

Continuemos agora o nosso trabalho para esta época que se avizinha.

As congratulações finais vão para Paulo Teixeira, amigo da Banda, membro dos corpos directivos e quem trata da imagem da Banda, tirando as fotos de várias das nossas festas e gerindo o nosso site. O seu filho, Gonçalo Maria, mais novo de três irmãos, foi baptizado logo após esta missa. Muitos parabéns a este nosso amigo.

A Banda está na rua

Em novas noites frias, a Banda Musical de Amarante volta à rua. Desta vez indo de encontro à data, pois dia de Reis foi na passada Quarta-Feira, dia 6 de Janeiro, a Banda começou a re-exposição da antiga tradição das noites de Reis nessa Sexta-Feira, dia 8 de Janeiro.
A época de Natal e de Reis invoca a não nos esquecermos dos amigos e benfeitores. Se não devemos olvidá-los durante todo o ano, no fundo, em alturas de celebração - de os celebrar a eles mesmos, importantes, amigos e próximos - é que não devemos passar-lhes ao lado mesmo.
Assim, ao som de uma cantiga de Janeiras e do número tradicional "As Voltinhas do Marão", vamos de casa em casa, acolhidos por um calor familiar ofertado por aqueles que também consideramos famílias. É um sinal vivo de amizade, de que os amarantinos também vivem para o que de mais nobre a sua cidade tem.

A Banda Musical de Amarante agradece. Promete retribuir ao nunca se esquecer da gente amiga e ao fazer bom uso da sua benevolência no brilho em palco, na força das suas apostas futuras e na união em prole da sua sobrevivência. Um bem haja a todos os amigos, e um muito obrigado.

Veja aqui o folheto com a canção de Janeiras e a nossa mensagem de Natal e Ano Novo.

terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

A Banda "B" ao vivo

Como se disse noutras vezes, a grande aposta da Banda Musical de Amarante é a continuidade. Tal vontade espelha-se na formação dos jovens valores, que um dia se tornarão em novos músicos, constituintes da Banda, com melhores perspectivas num futuro ligado à música. As iniciativas com o ensino na Banda Musical de Amarante têm que dar frutos então.
Foi nessa perspectiva que o nosso maestro Armando Teixeira, como responsável pedagógico pela escola, tomou o fim de tarde de sexta-feira como o horário de ensaio de uma pequena banda juvenil, formada pelos alunos da escola, alguns deles no Conservatório do Centro Cultural de Amarante, com o auxílio de um pequeno número de executantes.
Esta iniciativa visava, sobretudo, a criação de hábitos de conjunto e orquestra nos jovens. Noções como afinação, ouvir os outros colegas e intensidades são assim trabalhadas neste horário, ensaiando também programas simples para um pequeno concerto a realizar. O esforço é dirigido ainda na direcção de uma apreensão do que é fazer parte da Instituição; estar do lado do palco, ocupar uma das cadeiras da Banda de Amarante, transportar o seu nome para um concerto.

O primeiro espectáculo teve lugar então no passado dia 19 de Dezembro. A banda juvenil da escola, uma espécie de Banda B, apresentou-se ao vivo no Centro Pastoral de Amarante, na festa
de encerramento do primeiro período da Catequese nas paróquias de S. Gonçalo e S. Veríssimo de Amarante.
Alguns dos petizes vinham de uma longa manhã de aulas de música e uma audição pelo Conservatório. Após este compromisso vinha o ensaio da Banda "A", por assim dizer. Ainda tão novos e a adquirir hábitos de músico, tais como uma agenda cheia, o nervosinho miúdo antes da entrada em palco...
No Centro Pastoral teriam assim lugar duas exibições do programa trabalhado, uma para os alunos de Catequese do 1º ao 5º ano e a seguinte para os restantes até ao 10º, assim como todos os pais e funcionários das paróquias presentes. Abria com a "Baywood Overture" de Wim Laseroms, um "Medley de Natal" e uma interactiva e criativa "Super Mom", que colocava quatro músicos na frente do palco a tocar com... utensílios de cozinha!
A interacção com o público conferia nota 20 aos pequenos valores, com palmas e mesmo vozes a acompanhar nomeadamente o "Medley de Natal".

Os parabéns a estes jovens valores, as esperanças da Banda Musical de Amarante que, com 155 anos, prima em sangue novo. A nossa Instituição fez assim a sua última aparição antes da quadra natalícia. Por altura do dia de Reis, lá nos faremos à noite, visitando amigos e benfeitores amarantinos. O nosso calendário já tem uma versão provisória, bem recheada para o crescimento que temos vindo a empreender. Esperam-nos desafios. Os miúdos ensinaram-nos e ensinar-nos-ão ainda mais a superá-los. Saibamos aprender.

A Banda Juvenil:
Flautas: Carla Alves, João Manuel Cerqueira, Tânia Abreu
Oboé: Delfim Carvalho
Clarinetes: Ana Margarida Castanheira, Beatriz Monteiro, Inês Pereira, Inês Pinto da Costa, "Paulinho" Ferreira
Saxofone Soprano: Sara Ferreira
Saxofones Altos: Alexandre Morais, Bernardo Cardoso
Trompete: João Pedro Cerqueira
Trompas: João Castanheira, Mário Mesquita
Eufónios: Beatriz Castro, Beatriz Emanuel, Cristiano Carvalho
Percussão: António Teixeira, Fábio Pinto da Costa, Gonçalo Flores, Óscar Monteiro, Jorge Reis, Ricardo Reis

domingo, 3 de Janeiro de 2010

2010

Um novo ano. Escusado será dizer: muitos novos desafios.

Novos passos para dar nesta longa caminhada. Por várias vezes nos deparamos com bons exemplos do que almejamos ser. Temos orgulho em executar obras como o fazemos. Temos brio no nosso trabalho. Temos visão e criatividade para inovar em iniciativas. Mas nunca nos esqueçamos que ainda temos que continuar o caminho. Esses ditos exemplos de excelência apenas nos mostram que temos de almejar ser nós mesmos em excelência. Prostremo-nos a estes desafios então de 2010. Mais massa humana, mais união, mais serviços, mais identidade, mais trabalho.

Virão esses serviços novos. Virá com esperança nossa um novo estágio ainda mais elaborado, com o sucesso que se tem verificado. Saibamos corresponder a esta vontade.

sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

155º Aniversário da Banda Musical de Amarante

E, de repente, cresceu...

Há somente dois anos, a Banda Musical de Amarante era um nado morto para alguns. Obviamente que se obterá tal sensação se, no seu aclamado dia de anos, ela não der sinais - o que aconteceu, no já ido 2007. Hoje ela respira, renasce e evolui. Hoje tem 155 anos e muitos novos valores que lhe dão garantia de futuro e sucesso. Hoje, este dia 1 de Dezembro de 2009 foi dobrado, no seu expoente, tal como no ano passado, cheio de harmonia, explorada ao máximo pela nossa Instituição.
E não foi fácil ultrapassar as adversidades deste feriado da Restauração. Chuva, atrasos, pneu furado... Sim, pneu furado! Este dia foi em cheio e cheio de surpresas.

Começando pelo início.
Manhãzinha na cidade princesa do Baixo Tâmega. Amarante clareava na luz matinal, mas as nuvens não mostravam o Sol em plena, ameaçando - e confirmando - a chuva que viria a sentir-se. Os músicos da Banda Musical de Amarante, como outrora os de barba branca faziam, apresentaram-se ao serviço na sua sede, para assinalar a efeméride de mais um aniversário da Instituição. À espera doselementos, bolachas, vinho do Porto e aguardente. Nada mais nada menos que a pura tradição, melhor maneira de saudar e integrar os novos elementos que se nos iam juntar. Tal tradição só não teve o seu normal seguimento por causa da chuva. A pluviosidade não cedeu a tréguas e o habitual desfile da Banda pelas ruas da cidade não seguiu.
No entanto, há momentos dos quais não se pode prescindir, por muito adversas que possam ser as situações. A visita ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Amarante é como que uma obrigação. Obrigação histórica, devido ao nosso passado comum, obrigação simbólica, pelo bairrismo que aquela instituição representa, pelos heróis que eles são para a cidade e pelos elementos que temos em cada posição na Banda, com profundas ligações.
No cemitério, apenas uma comitiva de alguns músicos, sem interpretar qualquer melodia, prestou homenagem. Os sócios e amigos ficam sempre marcados e, neste final de ano, a Banda apresenta-se no terreno de sua sepultura, para marcar que não, não se esquece. Ser sócio da Banda é ser parte de algo especial. E a Banda retribui.
A manhã terminou com a missa celebrada em honra da Instituição, presidida pelo Pe. José Manuel Ferreira.

A tarde traria o ponto alto dos festejos. Após um ensaio geral para ultimar os preparativos e entrosar os músicos que integraram a Banda para a actuação - já presença habitual nos nossos compromissos - realizou-se o concerto de aniversário. Começando sempre com a abertura solene interpretando o Hino da Restauração, o concerto reviveu alguns dos temas que marcaram a digressão da Banda durante o Verão e introduziu novas obras, deliciando os espectadores com tradicionalismo e humor criativo. Foram interpretadas mais uma vez as obras Fantasia Brilhante Sobre Temas da Ópera Carmen de G. Bizet (François Borne/trans. Luis S. Romanos), com a prestação a solo do flautista Fábio Pinto da Costa, e a abertura para banda Fate of the Gods, de Steven Reineke. Estreou-se na nossa Banda o Andamento Final da Suite Alentejana nº 2 de Luís Freitas Branco, pelo que se destaca aqui a exploração da música erudita de compositores portugueses, com alma extremamente lusitana. Após o início da peça seguinte, The Happy Cyclist de Ted Huggens, apareceu o nosso ilustre Anónimo actor a quem, ainda que dotado de uniforme, foi barrada a passagem ao tentar entrar. Contratempos à parte, este hoje ciclista lá ia acrescentar ritmo e alegria à canção, até que... o tal pneu furou. E agora? Eis que aparece o Anónimo número 2, qual D. Sebastião, que, dotado de uma bomba de ar, consertou o problema. Seguiu-se com o concerto, num envolvimento de boa disposição e alegria com o público que aplaudiu esta brilhante coreografia cómica. Qualquer parecença entre estes Anónimos e os
elementos Miguel Costa e Óscar Monteiro é uma pura realidade!
Finalizar-se-ia com a rapsódia Canções da Tradição, de Luís Cardoso e a reexposição do Hino da Restauração. Pelo meio, o discurso do nosso Presidente, o Dr. Luís de Mesquita, salientou o êxito da nossa Banda durante o ano, a aposta na formação baseada no investimento forte nos estudos dos alunos da Banda a cargo da Escola de Música do Centro Cultural de Amarante, e a inclusão no grupo de Banda de sete novos jovens elementos:
  • em flauta, Carla Alves;
  • em clarinete, Inês Pinto da Costa e "Paulinho" Ferreira;
  • em saxofone, Alexandre Morais e Bernardo Cardoso;
  • em trompete, João Pedro Cerqueira;
  • em trompa de harmonia, Mário Rui Mesquita.
Mas ainda há mais a salientar! A Banda assegurou a presença no seu conjunto do elemento Carlos Teixeira, em trompete, assim como da ajuda dos elementos Emanuel Silva, em clarinete, e Nuno Teixeira, em tuba, sendo que estes dois são titulares numa outra banda, apesar de tudo. O destaque não para por aqui, pois a presença de músicos professores no Centro Cultural de Amarante (e anteriormente na escola da Banda) melhora em muito a qualidade do grupo musical e ressalva a identidade amarantina, tornando a Banda ainda mais produzida em casa. Ainda aliando a presença de outros músicos que, apesar de não terem contrato, já integrarem compromissos da Banda desde o ano de 2008.

Após muitas fotografias, para mais tarde recordar, encontros e reencontros entre músicos e plateia, o orgulho nos olhos dos pais dos novos elementos, a alegria na cara dos maestros e o sentimento de dever cumprido no coração de todos os músicos, cerravam-se as portas da sede, para voltar ao trabalho poucos dias depois.
Não parariam aqui os festejos. O jantar, realizado no Centro Pastoral de Amarante, em ambiente tremendamente familiar e aconchegado, finalizou com discursos do Presidente Dr. Dinis de Mesquita e do vereador Dr. Hélder Ferreira, que destacou o contínuo apoio da Câmara, não só à Banda, mas como a várias instituições, com o desejo de manter viva as importantes raízes e tradições culturais (e não só) amarantinas, assim como o desejo de que os músicos aproveitem esta aposta que a Banda faz em todos eles, dignificando esta Instituição que os acolhe e luta pelo seu desenvolvimento, não só artístico, mas como pessoas.

Adocicando depois as festividades com o bolo de anos, chegaria ao fim o dia. Missão cumprida. A Banda cresceu, ganhou qualidade e está pronta para dar mais passos em frente, para novos desafios e compromissos, em sua prole, mas também em prole da música e da filarmonia. Se há algo que devemos aprender com este dia 1 de Dezembro é que cada um de nós é o elemento mais importante da Banda Musical de Amarante. Façamo-nos agora ouvir.

O concerto encontra-se disponível em vídeo no sítio do @marante tv e em áudio na galeria de músicas do nosso site. Na galeria de fotos encontraremos as imagens que ilustraram a festa, pelo "nosso" fotógrafo Paulo Teixeira. Esteve presente também a Emissora Regional de Amarante que entrevistou o Presidente e os nossos maestros.
Seguir-se-ão mais ensaios, mais compromissos (desde já as noites de Reis/Janeiras e a festa de S. Gonçalo). Destaque ainda para o concerto a realizar pela Banda "B", formada pelos alunos da escola, na tarde de Sábado dia 19 no Centro Pastoral de Amarante.

O folheto do dia do concerto contempla duas falhas. Não podemos deixar passar em claro a presença e actuação dos músicos Nélson Ferreira, em trompete e Hélder Torres, em percussão, não incluídos por esquecimento. A esses músicos as mais sinceras desculpas.

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

1 de Dezembro de 2009

Neste dia 1, relembremos o sentido da palavra “identidade”. Outrora, há centenas de anos, o nosso país não o era – não era nosso. Por muito bom ou mau que isso nos possa parecer hoje, os antepassados desses nossos antepassados de então (passo a redundância) tinham morrido em nome dessa palavra que hoje devemos relembrar – identidade. Sentiram, desde cedo, que eram um povo diferente dos restantes peninsulares. Lutaram pelo seu espaço, pela sua independência, pela sua grandeza. Lutaram também, nesse dia 1 de Dezembro de 1640, por uma nova indepêndencia outrora esquecida. Lutaram porque acreditavam na sua identidade. Por isso é feriado; porque festejamos a luta pelo restabelecimento da nossa identidade – a Restauração.

Em 1854, naquela manhã, um grupo de homens, amarantinos, sentiu também no seu sangue uma identidade diferente: a alegria, sensibilidade e união da música e da filarmonia. Saíram á rua e mostraram-se à cidade. Hoje, relembremo-los também, porque nos deram esta identidade.
Durante estes 155 anos passámos do melhor e do pior, em diferentes gerações. Várias guerras (duas mundiais), várias crises, um fim de monarquia, duas repúblicas, uma dentadura... E tudo o que o país sofre, repercute-se pelos seus cidadãos e entidades. Mas, no meio disso tudo, sobrevivemos, sem fechar portas, sem perder a nossa identidade. E, como sinal que ela se mantem, cá estamos a festejar solenemente esta efeméride, sentindo o peso da camisa sobre o peito, a responsabilidade do que representamos nos ombros – mais que a Banda ou a nós próprios, representamo-vos a vocês, Amarante.

De geração em geração, como tudo aquilo que é mítico, hoje se passa também esta identidade a estes novos valores que saudamos:
Carla Alves, em flauta
“Paulinho” Ferreira e Inês Pinto da Costa, em clarinete
Alexandre Morais e Bernardo Cardoso, em saxofone
João Pedro Cerqueira, em trompete
Mário Rui Mesquita, em trompa
O sucesso do presente está em viver o momento. O sucesso do futuro está na boa interpretação do passado. O sucesso de um povo, e de qualquer entidade, está na compreensão da sua identidade.

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

A grande aposta

A aposta é forte. Diria mesmo mais, fortíssima!
O futuro constrói-se assim. A cantera que arranca a cada novo ano traz a certeza da continuidade à nossa Instituição.

A Banda Musical de Amarante está a apostar, agora mais que nunca, na formação dos jovens valores que dão entrada na sua escola, ano após ano. É esta, assumidamente, a maior das apostas dos órgãos directivos. Porque a continuidade prima pela oferta de activos, mas a identidade existe no produto caseiro. E a qualidade obviamente dependerá do ensino. O apoio do Centro Cultural de Amarante toma aqui papel importante, ao possuir um novíssimo Conservatório, no qual a Banda coloca os seus alunos a aperfeiçoar os conhecimentos e interpretação musicais. A iniciação à arte sonora fica na mesma entregue à Escola da Banda, pelo que os alunos iniciantes terão aulas de solfejo e iniciação musical. A selecção do instrumento ao qual o aluno melhor se adapta, aliado ás necessidades do corpo musical activo da Banda, traçarão a rota do novo aluno. A continuidade do Estágio de Verão garantirá este passo importante, ao ser dada ao aluno a oportunidade de trabalho e aquisição de conhecimentos com doutos professores. Às sextas-feiras de noite, estes novos alunos, já encaminhados com um instrumento, reúnem-se na sede da Banda, num pequeno ensaio sob a batuta do nosso maestro Armando Teixeira, de modo a começarem a recolher entrosamento entre eles, hábitos de performance em conjunto e sensibilidades musicais.

Assim, no nosso próximo aniversário, será possível ver uma colheita muito significativa desta grande aposta. Os novos músicos farão a sua estreia de farda azul, percorrendo a cidade e participando no concerto, como habitualmente é feito. É mais um aniversário da nossa Banda e, paradoxalmente, a aposta é torná-la, a cada ano, mais nova.
 

BMA 1854-2010