Avisos:

A Banda de Amarante vai apresentar-se em Peroselo, Penafiel, para a festa em honra da Nª Srª da Visitação, no próximo dia 7 -- VI Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão (este ano com o maestro José Rafael Pascual Vilaplana) de 19 a 23 de Agosto -- Banda Musical de Amarante - Vencedora do 1º Prémio/III Escalão do IV Concurso Internacional Ateneu Artístico Vilafranquense e Prémio Tauromaquia

domingo, 3 de janeiro de 2010

2010

Um novo ano. Escusado será dizer: muitos novos desafios.

Novos passos para dar nesta longa caminhada. Por várias vezes nos deparamos com bons exemplos do que almejamos ser. Temos orgulho em executar obras como o fazemos. Temos brio no nosso trabalho. Temos visão e criatividade para inovar em iniciativas. Mas nunca nos esqueçamos que ainda temos que continuar o caminho. Esses ditos exemplos de excelência apenas nos mostram que temos de almejar ser nós mesmos em excelência. Prostremo-nos a estes desafios então de 2010. Mais massa humana, mais união, mais serviços, mais identidade, mais trabalho.

Virão esses serviços novos. Virá com esperança nossa um novo estágio ainda mais elaborado, com o sucesso que se tem verificado. Saibamos corresponder a esta vontade.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

155º Aniversário da Banda Musical de Amarante

E, de repente, cresceu...

Há somente dois anos, a Banda Musical de Amarante era um nado morto para alguns. Obviamente que se obterá tal sensação se, no seu aclamado dia de anos, ela não der sinais - o que aconteceu, no já ido 2007. Hoje ela respira, renasce e evolui. Hoje tem 155 anos e muitos novos valores que lhe dão garantia de futuro e sucesso. Hoje, este dia 1 de Dezembro de 2009 foi dobrado, no seu expoente, tal como no ano passado, cheio de harmonia, explorada ao máximo pela nossa Instituição.
E não foi fácil ultrapassar as adversidades deste feriado da Restauração. Chuva, atrasos, pneu furado... Sim, pneu furado! Este dia foi em cheio e cheio de surpresas.

Começando pelo início.
Manhãzinha na cidade princesa do Baixo Tâmega. Amarante clareava na luz matinal, mas as nuvens não mostravam o Sol em plena, ameaçando - e confirmando - a chuva que viria a sentir-se. Os músicos da Banda Musical de Amarante, como outrora os de barba branca faziam, apresentaram-se ao serviço na sua sede, para assinalar a efeméride de mais um aniversário da Instituição. À espera doselementos, bolachas, vinho do Porto e aguardente. Nada mais nada menos que a pura tradição, melhor maneira de saudar e integrar os novos elementos que se nos iam juntar. Tal tradição só não teve o seu normal seguimento por causa da chuva. A pluviosidade não cedeu a tréguas e o habitual desfile da Banda pelas ruas da cidade não seguiu.
No entanto, há momentos dos quais não se pode prescindir, por muito adversas que possam ser as situações. A visita ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Amarante é como que uma obrigação. Obrigação histórica, devido ao nosso passado comum, obrigação simbólica, pelo bairrismo que aquela instituição representa, pelos heróis que eles são para a cidade e pelos elementos que temos em cada posição na Banda, com profundas ligações.
No cemitério, apenas uma comitiva de alguns músicos, sem interpretar qualquer melodia, prestou homenagem. Os sócios e amigos ficam sempre marcados e, neste final de ano, a Banda apresenta-se no terreno de sua sepultura, para marcar que não, não se esquece. Ser sócio da Banda é ser parte de algo especial. E a Banda retribui.
A manhã terminou com a missa celebrada em honra da Instituição, presidida pelo Pe. José Manuel Ferreira.

A tarde traria o ponto alto dos festejos. Após um ensaio geral para ultimar os preparativos e entrosar os músicos que integraram a Banda para a actuação - já presença habitual nos nossos compromissos - realizou-se o concerto de aniversário. Começando sempre com a abertura solene interpretando o Hino da Restauração, o concerto reviveu alguns dos temas que marcaram a digressão da Banda durante o Verão e introduziu novas obras, deliciando os espectadores com tradicionalismo e humor criativo. Foram interpretadas mais uma vez as obras Fantasia Brilhante Sobre Temas da Ópera Carmen de G. Bizet (François Borne/trans. Luis S. Romanos), com a prestação a solo do flautista Fábio Pinto da Costa, e a abertura para banda Fate of the Gods, de Steven Reineke. Estreou-se na nossa Banda o Andamento Final da Suite Alentejana nº 2 de Luís Freitas Branco, pelo que se destaca aqui a exploração da música erudita de compositores portugueses, com alma extremamente lusitana. Após o início da peça seguinte, The Happy Cyclist de Ted Huggens, apareceu o nosso ilustre Anónimo actor a quem, ainda que dotado de uniforme, foi barrada a passagem ao tentar entrar. Contratempos à parte, este hoje ciclista lá ia acrescentar ritmo e alegria à canção, até que... o tal pneu furou. E agora? Eis que aparece o Anónimo número 2, qual D. Sebastião, que, dotado de uma bomba de ar, consertou o problema. Seguiu-se com o concerto, num envolvimento de boa disposição e alegria com o público que aplaudiu esta brilhante coreografia cómica. Qualquer parecença entre estes Anónimos e os
elementos Miguel Costa e Óscar Monteiro é uma pura realidade!
Finalizar-se-ia com a rapsódia Canções da Tradição, de Luís Cardoso e a reexposição do Hino da Restauração. Pelo meio, o discurso do nosso Presidente, o Dr. Luís de Mesquita, salientou o êxito da nossa Banda durante o ano, a aposta na formação baseada no investimento forte nos estudos dos alunos da Banda a cargo da Escola de Música do Centro Cultural de Amarante, e a inclusão no grupo de Banda de sete novos jovens elementos:
  • em flauta, Carla Alves;
  • em clarinete, Inês Pinto da Costa e "Paulinho" Ferreira;
  • em saxofone, Alexandre Morais e Bernardo Cardoso;
  • em trompete, João Pedro Cerqueira;
  • em trompa de harmonia, Mário Rui Mesquita.
Mas ainda há mais a salientar! A Banda assegurou a presença no seu conjunto do elemento Carlos Teixeira, em trompete, assim como da ajuda dos elementos Emanuel Silva, em clarinete, e Nuno Teixeira, em tuba, sendo que estes dois são titulares numa outra banda, apesar de tudo. O destaque não para por aqui, pois a presença de músicos professores no Centro Cultural de Amarante (e anteriormente na escola da Banda) melhora em muito a qualidade do grupo musical e ressalva a identidade amarantina, tornando a Banda ainda mais produzida em casa. Ainda aliando a presença de outros músicos que, apesar de não terem contrato, já integrarem compromissos da Banda desde o ano de 2008.

Após muitas fotografias, para mais tarde recordar, encontros e reencontros entre músicos e plateia, o orgulho nos olhos dos pais dos novos elementos, a alegria na cara dos maestros e o sentimento de dever cumprido no coração de todos os músicos, cerravam-se as portas da sede, para voltar ao trabalho poucos dias depois.
Não parariam aqui os festejos. O jantar, realizado no Centro Pastoral de Amarante, em ambiente tremendamente familiar e aconchegado, finalizou com discursos do Presidente Dr. Dinis de Mesquita e do vereador Dr. Hélder Ferreira, que destacou o contínuo apoio da Câmara, não só à Banda, mas como a várias instituições, com o desejo de manter viva as importantes raízes e tradições culturais (e não só) amarantinas, assim como o desejo de que os músicos aproveitem esta aposta que a Banda faz em todos eles, dignificando esta Instituição que os acolhe e luta pelo seu desenvolvimento, não só artístico, mas como pessoas.

Adocicando depois as festividades com o bolo de anos, chegaria ao fim o dia. Missão cumprida. A Banda cresceu, ganhou qualidade e está pronta para dar mais passos em frente, para novos desafios e compromissos, em sua prole, mas também em prole da música e da filarmonia. Se há algo que devemos aprender com este dia 1 de Dezembro é que cada um de nós é o elemento mais importante da Banda Musical de Amarante. Façamo-nos agora ouvir.

O concerto encontra-se disponível em vídeo no sítio do @marante tv e em áudio na galeria de músicas do nosso site. Na galeria de fotos encontraremos as imagens que ilustraram a festa, pelo "nosso" fotógrafo Paulo Teixeira. Esteve presente também a Emissora Regional de Amarante que entrevistou o Presidente e os nossos maestros.
Seguir-se-ão mais ensaios, mais compromissos (desde já as noites de Reis/Janeiras e a festa de S. Gonçalo). Destaque ainda para o concerto a realizar pela Banda "B", formada pelos alunos da escola, na tarde de Sábado dia 19 no Centro Pastoral de Amarante.

O folheto do dia do concerto contempla duas falhas. Não podemos deixar passar em claro a presença e actuação dos músicos Nélson Ferreira, em trompete e Hélder Torres, em percussão, não incluídos por esquecimento. A esses músicos as mais sinceras desculpas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

1 de Dezembro de 2009

Neste dia 1, relembremos o sentido da palavra “identidade”. Outrora, há centenas de anos, o nosso país não o era – não era nosso. Por muito bom ou mau que isso nos possa parecer hoje, os antepassados desses nossos antepassados de então (passo a redundância) tinham morrido em nome dessa palavra que hoje devemos relembrar – identidade. Sentiram, desde cedo, que eram um povo diferente dos restantes peninsulares. Lutaram pelo seu espaço, pela sua independência, pela sua grandeza. Lutaram também, nesse dia 1 de Dezembro de 1640, por uma nova indepêndencia outrora esquecida. Lutaram porque acreditavam na sua identidade. Por isso é feriado; porque festejamos a luta pelo restabelecimento da nossa identidade – a Restauração.

Em 1854, naquela manhã, um grupo de homens, amarantinos, sentiu também no seu sangue uma identidade diferente: a alegria, sensibilidade e união da música e da filarmonia. Saíram á rua e mostraram-se à cidade. Hoje, relembremo-los também, porque nos deram esta identidade.
Durante estes 155 anos passámos do melhor e do pior, em diferentes gerações. Várias guerras (duas mundiais), várias crises, um fim de monarquia, duas repúblicas, uma dentadura... E tudo o que o país sofre, repercute-se pelos seus cidadãos e entidades. Mas, no meio disso tudo, sobrevivemos, sem fechar portas, sem perder a nossa identidade. E, como sinal que ela se mantem, cá estamos a festejar solenemente esta efeméride, sentindo o peso da camisa sobre o peito, a responsabilidade do que representamos nos ombros – mais que a Banda ou a nós próprios, representamo-vos a vocês, Amarante.

De geração em geração, como tudo aquilo que é mítico, hoje se passa também esta identidade a estes novos valores que saudamos:
Carla Alves, em flauta
“Paulinho” Ferreira e Inês Pinto da Costa, em clarinete
Alexandre Morais e Bernardo Cardoso, em saxofone
João Pedro Cerqueira, em trompete
Mário Rui Mesquita, em trompa
O sucesso do presente está em viver o momento. O sucesso do futuro está na boa interpretação do passado. O sucesso de um povo, e de qualquer entidade, está na compreensão da sua identidade.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A grande aposta

A aposta é forte. Diria mesmo mais, fortíssima!
O futuro constrói-se assim. A cantera que arranca a cada novo ano traz a certeza da continuidade à nossa Instituição.

A Banda Musical de Amarante está a apostar, agora mais que nunca, na formação dos jovens valores que dão entrada na sua escola, ano após ano. É esta, assumidamente, a maior das apostas dos órgãos directivos. Porque a continuidade prima pela oferta de activos, mas a identidade existe no produto caseiro. E a qualidade obviamente dependerá do ensino. O apoio do Centro Cultural de Amarante toma aqui papel importante, ao possuir um novíssimo Conservatório, no qual a Banda coloca os seus alunos a aperfeiçoar os conhecimentos e interpretação musicais. A iniciação à arte sonora fica na mesma entregue à Escola da Banda, pelo que os alunos iniciantes terão aulas de solfejo e iniciação musical. A selecção do instrumento ao qual o aluno melhor se adapta, aliado ás necessidades do corpo musical activo da Banda, traçarão a rota do novo aluno. A continuidade do Estágio de Verão garantirá este passo importante, ao ser dada ao aluno a oportunidade de trabalho e aquisição de conhecimentos com doutos professores. Às sextas-feiras de noite, estes novos alunos, já encaminhados com um instrumento, reúnem-se na sede da Banda, num pequeno ensaio sob a batuta do nosso maestro Armando Teixeira, de modo a começarem a recolher entrosamento entre eles, hábitos de performance em conjunto e sensibilidades musicais.

Assim, no nosso próximo aniversário, será possível ver uma colheita muito significativa desta grande aposta. Os novos músicos farão a sua estreia de farda azul, percorrendo a cidade e participando no concerto, como habitualmente é feito. É mais um aniversário da nossa Banda e, paradoxalmente, a aposta é torná-la, a cada ano, mais nova.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Demoníaco

No passado dia 23 de Agosto lá se voltou a cumprir a tradição. Tal como há muitos anos atrás, a Banda Musical de Amarante foi esperar as figuras demoníacas de Satanás e sua consorte. Vindos de Inglaterra (segundo a história), puxados em carros de bois, seguidos dos foliões em jeito pagão, com a Banda a abrir caminho, as duas figuras infernais seguiram até ao largo de S. Gonçalo. Com artistas manejadores de instrumentos de fogo a abrir caminho na rua rodeada de multidão, a Banda seguia-lhes, interpretando marchas de desfile, como se de uma simples escolta a andores ou juízes de festa se tratasse, interpretando com naturalidade o seu papel em tal teatro. À chegada a S. Gonçalo, apenas uma peça para abertura de baile, esperando logo depois os seguintes grupos alegóricos, de modo a que, após os discursos dos animadores-mor, se seguisse todo o festejo.

No final deste serviço muito peculiar, finalmente o fim de toda uma semana plena de música. Após um estágio com muitas boas recordações a guardar, três concertos e muito convívio, este serviço vinha trazer a réplica da união que se apreendera durante a semana transacta.

Resta agora fazer contas. Fechar esta época, com tudo o que foi bom, o que foi mau, e preparar a nova, corrigino o que foi mau, repetindo o que foi bom e trazendo novas ideias. Reforçando a nossa união e preparando a entrada de novos valores, que se vão formando em grande número e qualidade na nossa escola, traremos à luz mais uma temporada de trabalho que, certamente, culminará em mais um passo naquilo que queremos ser - uma Banda cada vez melhor; nós próprios.

Façamos todos parte de tal projecto.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Estágio

A melhor das experiências nunca pede um fim. Não pede para acabar e muito menos pede para ser esquecida. Pauta-se com episódios para guardar e não mais esquecer. Se falarmos no nosso caso, levamos todos para casa este evento que vivemos durante uma semana inteira. Voltou o Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão. E ninguém deu sinal de desapontamento. Mais uma semana para recordar. Mais completa ainda esta segunda edição.

A melhor das experiências teve, como qualquer outra, um início. Naquela tarde de 17 de Agosto, confirmavam-se as muitas inscrições. Caras conhecidas, caras novas, "olás" e "boas tardes", voltavam a dar vida ao Centro Pastoral de Amarante. Os maestros e directores faziam as honras, reapresentando, mais um ano, os objectivos do evento, bem como os professores e o solista. Alguns dos melhores profissionais a nível nacional, colaboravam ao serviço de uma causa nobre - passar o testemunho do conhecimento. Rapidamente se avançaria para as aulas. Cinco tardes de aperfeiçoamento da técnica instrumental, ensaios de naipe, ensemble e individuais. As tardes em que se criava a empatia entre alunos, outros alunos e professores, criando-se assim um núcleo unido para a Banda que ensaiaria à noite, preparando um lindo concerto final.
Quanto a concertos propriamente ditos, avamçaria logo um no primeiro dia. Os professores faziam o seu recital como abertura do evento. Traziam de novo um repertório de vanguarda, original e quase em jeito de comédia. Algo para divertir os espectadores e trazer um cheirinho da diversão e espectáculo que se avizinhava.
Na terceira noite, foi a vez dos alunos mostrarem o trabalho desenvolvido em ensemble. Os mais avançados e os mais novos não tinham distinção, e o concerto, no auditório da novíssima Casa das Artes, atraiu uma boa massa humana.
Após o fim de todos os trabalhos de cada dia, o convívio não escasseava. As esplanadas à beira-rio viam os seus empregados aplicar-se a fundo com a enchente multi-conselhia que jorrava para a zona. Festejando em forma de perfeito convívio, os membros do estágio davam vida a este evento.
Paralelamente a isto, decorreu o torneio de futebol, obviamente. No dia 18, nas meias-finais, a equipa de músicos da Banda da Lixa bateu a do corpo docente por 3-1. A equipa da Banda de Amarante bateu a de Mancelos por 6-4. Esperava-se a final agora. E o jogo foi renhido: após um duro tempo regular com um empate a uma bola, com uma grande exibição do guardião lixense, nos penaltys levou a melhor a equipa do conselho de Felgueiras, que levou a vitória para casa. Boa prestação da equipa caseira com um grande segundo lugar no torneio que, apesar de tudo e segundo alguns, só podia ter sido primeiro.
Não fosse tudo isto suficiente, ainda se organizou uma autêntica "tainada" à Amarantina. Ao largo do rio Ovelhinha, em Larim (frequesia de Gondar), as bebidas a refrescar na corrente do riacho eram sinal de presença da malta estagiária. Desta vez, cheirava a carne grelhada. Deliciosas fêveras foram servidas, cozinhadas pelos próprios elementos. A água fresquinnha da praia fluvial deu para relaxar na mesma manhã do concerto final. Após isto, toda a concentração, força no trabalho, aí vinha o concerto final.
Últimos ensaios e... voilá! Casa cheia a abarrotar nos claustros da Câmara. Tal como no ano passado, o público aderiu à causa. Com os nervos à flor da pele, os músicos nada mais ofereceram que classe. Num concerto com um programa bem trabalhado, as palmas e aplausos foram a mais merecida das ofertas. O objectivo último era atingido em grande escala.
Rescaldo: um convívio do melhor, concertos muito bem conseguidos, trabalho muito bem feito, ensinamentos valiosos apreendidos, um trabalho organizativo em equipa com muitos frutos, muitas boas lembranças a guardar.
Aprenderemos pois com os erros e contratempos deste ano, de modo a debelá-los nos próximos eventos, guardemos o que foi bem feito e venham daí as novas ideias. Este evento tem tudo para crescer.

Fica o programa do concerto final:- Bugler's Dream (Olympic Fanfare) - Leo Arnaud (arr.: Fernando Marinho)
- Fantasia Brilhante Sobre Temas da Ópera Carmen de Bizet - François Borne (arr.: Luis S. Romanos)
Flauta solo: Fábio Pinto da Costa
- First Suite in Eb - Gustav Holst
1. Chaconne
2. Intermezzo
3. March
- Serenade for Wind Band op.22 - Derek Bourgeois
- Fate of the Gods - Steven Reineke
- As 11 Partidas do Mundo - arr.: Amílcar Morais
(Extras)
- 76 Trombones - Meredith Wilson (arr.: Naohiro Iwai)
- Holyday in Rio

A gravação deste concerto pode ser encontrada na nossa galeria de músicas. As fotos de todos podem ser encotnradas na nossa galeria de fotos. Toda a informação no nosso site.
Após isto, os parabén a todos os envolvidos. Um desejo de boa sorte ao nosso maestro Fernando Marinho, no seu exame de mestrado do próximo dia 26, e ao professor Rui Maia, que interpretará a peça a solo para flauta desse mesmo concerto.
À Banda de Amarante, segue-se a festa dos Diabos e a preparação da nova época, com todos os desafios que nos trará. Bom trabalho de todos.
Um agradecimento mais ao @marantetv pelas reportagens dos concertos, assim como para a imprensa pela divulgação; ao locutor e manuseadora do material informático, pelo brilho que acrescentaram ao concerto final; ao professor Jorge Barrosos pelo auxílio prestado.
A melhor das experiências não tem preço.

sábado, 8 de agosto de 2009

Festas de Santiago - Figueiró - Amarante

A passos de formiga, sem sonhar alto de mais mas sem ficar para trás, vamos cumprindo o nosso sonho. Se dentro da nossa cidade, demos a confirmação de que estamos aqui, sempre melhores que o nosso melhor, prontos para tudo, faltava dar o passo fora de portas. E foi o que fizemos nesse Domingo 26 de Julho.

Esperava-nos S. Tiago, padroeiro da freguesia de Figueiró de Amarante. O primeiro desafio fora das portas da cidade desde 2008. A Banda apresentou-se com o seu plantel habitual, para o serviço. Como muitos outros, um arruado ao início da tarde, com direito a alguns brindes pelos habitantes, e rumo à igreja, onde nos juntaríamos à nossa acompanhante, a Banda de S. Martinho de Mancelos.
Apesar do planemaneto inicial, não deixou de haver surpresas quando o percurso do desfile inicial se mostrou outro que não o esperado, alongando-se as expectativas quilométricas. Mas nada a que não soubéssemos fazer frente. Outra obrigação não tínhamos, certamente.
No palco, a nossa qualidade musical, constantemente trabalhada para melhorar, mostrou as suas qualificações. A potência e brilho aliados à interpretação com alma de cada obra, deixou os espectadores a olhar, desconhecendo esta banda que houveram visto uns anos antes. É diferente sim senhor, saibamos reconhece-lo também nós. Somos mais Banda ainda. E temos que mostrá-lo. O trabalho contínuo é que provoca isto e não só um simples melhoramento de batuta.
Seguiu-se a procissão. Pequena e simples. Um devoção a Deus e ao santo da terra acompanhada pelas duas bandas com as tradicionais marchas solenes.
Após o jantar, em Amarante, voltar-se-ia para o concerto final. Três horas de espectáculo repartidas pelas duas bandas.
Com a montra do nosso repertório, brilhámos novamente nesta terra que nos aplaudia. Com o poder do passodoble "Olé! Contrabandistes" e a magia da Abertura "Guilherme Tell", o misticistmo de "Fate of the Gods" e o virtuosismo de "Le Merle Blanc", passando pelos sons "portuguesíssimos" de "Canções da Tradição". Tudo isto mostrou, mais uma vez, a nossa marca, o nosso som, que nos identifica. E, daqui, só levamos a aprender. A Banda já não é só de alguns, mas de todos nós. E todos nós temos que a fazer viver e mexer. Para além de que somos cada vez mais Banda, passo a redundância. Os elementos são todos caras conhecidas e habituais. Há os amarantinos, os professores da escola e os músicos que vêm ajudar, para quem gostar destas distinções. Mas a verdade é só uma. Temos a possibilidade de contar com estes músicos de muito boa qualidade e, acima de tudo, uma grande amizade que só tentamos retribuir. E isto mantém-se desde 2008, pelo que a Banda é só uma, tornando o entrosamento natural de uma Banda normal. Porque também foi uma das nossas buscas. Procurar ser uma Banda como muitas outras, melhorando sempre mais. O plantel mantém-se com uma "espinha dorsal" igual em todas as festas. E a camisa diz Amarante.

Ficam os parabéns aos músicos, por se ultrapassarem todos os dias; à Banda de Mancelos, pelo bom concerto que fez; e à Comissão de Festas, pela boa organização, endereçando também o agradecimento por ter requerido a nossa colaboração nas festividades.

A ideia a reter: somos a Banda Musical de Amarante.