Avisos:

A Banda de Amarante vai apresentar-se em Peroselo, Penafiel, para a festa em honra da Nª Srª da Visitação, no próximo dia 7 -- VI Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão (este ano com o maestro José Rafael Pascual Vilaplana) de 19 a 23 de Agosto -- Banda Musical de Amarante - Vencedora do 1º Prémio/III Escalão do IV Concurso Internacional Ateneu Artístico Vilafranquense e Prémio Tauromaquia

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Retrospectiva

Era uma vez uma Princesa do Tâmega. Linda e perfeita, por águas recortada e por montanhas guardada. Vila, cidade, vale e tradição. Nessa cidade haviam vinte sonhadores. Um sonhador é quem tem um sonho. Mas aqui eram vinte. Um Sonho de poder voar. Ir mais alto e descobrir novos limites. Descobrir até onde podem ir.

No entanto estavam condenados. Condenados a arrastar os pés cravados em cimento pelas ruas de reinos de pó onde caras sem corações lhes passavam ao lado indiferentes. Condenados a serem cada vez menos e mais fracos, abandonados à monótona perdição. Persistia só o Sonho.

Numa noite de Verão, daquelas noites calmas e confortáveis, mesmo próprias para o desabafo, três deles descobriram o Sonho. Sabiam agora que o partilhavam e, sendo um Sonho de três, era agora maior. De três ampliou para quatro e a crença tornava-se ainda maior. Vieram mais e mais e, logo depois, o Sonho já tinha tamanho para vinte. Veio a tinta para materializar o conceito. E muita tinta jorrou. Veio a batalha para levar o Sonho em frente.
Rendidos à esperança, perante ameaças e vigilâncias apertadas, com vaciladores, dezoito levaram a sua avante, em busca do Sonho. E o Império caíu. O outrora Império em decadência era agora um Reino perdido, sem rei nem povo. O Sonho jogava-se para a perdição. O nome deste Reino arrastar-se-ia pela lama. Muitos seriam os pretendentes ao trono, mas não passavam de príncipes da gargante, reis do devaneio.

Mas era tarde de mais para os que não acreditavam. Dos súbditos sonhadores, o Sonho tinha-se alastrado aos leigos conterrâneos que, movidos pelo amor a algo que é nosso, reclamaram o castelo, re-edificando as paredes da mui nobre casa. O Sonho ganhava assim pernas novamente. Aliás, asas.
Os súbditos reapareceram, como que sentindo um chamamento. Velhos injustiçados, atraídos pelo conforto do lar. E o olhar, quase paternal, de quem viera reencontrar os filhos perdidos das barbas brancas.

Como que por magia, o Sonho começava a cantar. Os novos barbas brancas sentiam-se só um e o reino estava pronto a avançar.
E, em três cruzadas, se reconquistou a Terra Mãe. A Marcha, a Devoção e o Duelo devolveram um estatuto há muito perdido. E o Sonho prosseguia como um lema. A força para continuar.
Mas, sendo o objectivo voar, o Sonho ainda dá só uns pulinhos. Os súbditos leais descobriram que não eram pequeninos. Que descubram agora o quão grandes são. Que descubram o quão sonante o nome do seu Reino lhes é no coração. Que levem a novos reinos o nome de um Sonho.

Chama-se Amarante. Faz-se de Música. Ama-se com Filarmonia.

1 comentário:

Liliana disse...

Hihi... eu é que fiquei linda na foto... hehe... trabalha-se com gosto, ama-se com prazer..........