Avisos:

A Banda de Amarante vai apresentar-se em Peroselo, Penafiel, para a festa em honra da Nª Srª da Visitação, no próximo dia 7 -- VI Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão (este ano com o maestro José Rafael Pascual Vilaplana) de 19 a 23 de Agosto -- Banda Musical de Amarante - Vencedora do 1º Prémio/III Escalão do IV Concurso Internacional Ateneu Artístico Vilafranquense e Prémio Tauromaquia

sábado, 8 de agosto de 2009

Festas de Santiago - Figueiró - Amarante

A passos de formiga, sem sonhar alto de mais mas sem ficar para trás, vamos cumprindo o nosso sonho. Se dentro da nossa cidade, demos a confirmação de que estamos aqui, sempre melhores que o nosso melhor, prontos para tudo, faltava dar o passo fora de portas. E foi o que fizemos nesse Domingo 26 de Julho.

Esperava-nos S. Tiago, padroeiro da freguesia de Figueiró de Amarante. O primeiro desafio fora das portas da cidade desde 2008. A Banda apresentou-se com o seu plantel habitual, para o serviço. Como muitos outros, um arruado ao início da tarde, com direito a alguns brindes pelos habitantes, e rumo à igreja, onde nos juntaríamos à nossa acompanhante, a Banda de S. Martinho de Mancelos.
Apesar do planemaneto inicial, não deixou de haver surpresas quando o percurso do desfile inicial se mostrou outro que não o esperado, alongando-se as expectativas quilométricas. Mas nada a que não soubéssemos fazer frente. Outra obrigação não tínhamos, certamente.
No palco, a nossa qualidade musical, constantemente trabalhada para melhorar, mostrou as suas qualificações. A potência e brilho aliados à interpretação com alma de cada obra, deixou os espectadores a olhar, desconhecendo esta banda que houveram visto uns anos antes. É diferente sim senhor, saibamos reconhece-lo também nós. Somos mais Banda ainda. E temos que mostrá-lo. O trabalho contínuo é que provoca isto e não só um simples melhoramento de batuta.
Seguiu-se a procissão. Pequena e simples. Um devoção a Deus e ao santo da terra acompanhada pelas duas bandas com as tradicionais marchas solenes.
Após o jantar, em Amarante, voltar-se-ia para o concerto final. Três horas de espectáculo repartidas pelas duas bandas.
Com a montra do nosso repertório, brilhámos novamente nesta terra que nos aplaudia. Com o poder do passodoble "Olé! Contrabandistes" e a magia da Abertura "Guilherme Tell", o misticistmo de "Fate of the Gods" e o virtuosismo de "Le Merle Blanc", passando pelos sons "portuguesíssimos" de "Canções da Tradição". Tudo isto mostrou, mais uma vez, a nossa marca, o nosso som, que nos identifica. E, daqui, só levamos a aprender. A Banda já não é só de alguns, mas de todos nós. E todos nós temos que a fazer viver e mexer. Para além de que somos cada vez mais Banda, passo a redundância. Os elementos são todos caras conhecidas e habituais. Há os amarantinos, os professores da escola e os músicos que vêm ajudar, para quem gostar destas distinções. Mas a verdade é só uma. Temos a possibilidade de contar com estes músicos de muito boa qualidade e, acima de tudo, uma grande amizade que só tentamos retribuir. E isto mantém-se desde 2008, pelo que a Banda é só uma, tornando o entrosamento natural de uma Banda normal. Porque também foi uma das nossas buscas. Procurar ser uma Banda como muitas outras, melhorando sempre mais. O plantel mantém-se com uma "espinha dorsal" igual em todas as festas. E a camisa diz Amarante.

Ficam os parabéns aos músicos, por se ultrapassarem todos os dias; à Banda de Mancelos, pelo bom concerto que fez; e à Comissão de Festas, pela boa organização, endereçando também o agradecimento por ter requerido a nossa colaboração nas festividades.

A ideia a reter: somos a Banda Musical de Amarante.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Semana da Banda Musical de Amarante '09

Entre os dias 17 e 21 de Agosto, assinalar-se-á a Semana da Banda Musical de Amarante. No decorrer desta, dar-se-á seguimento à iniciativa pioneira no ano passado, com a realização do II Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão.
Este evento consiste num conjunto de actividades dedicadas à filarmonia e desenvolvimento de aptidões musicais. Após, no ano passado, ter sido endereçado o convite às bandas filarmónicas de Amarante, neste ano, o convite vai abranger as áreas vizinhas, estendendo-se, desta forma, a todas as bandas dos distritos do Porto, Vila Real e Braga, os quais se tocam nesta região do baixo Tâmega, à qual pertencemos.
Durante os dias do estágio haverão aulas específicas de todos os instrumentos de sopro e percussão, com professores qualificados e especializados. Estes professores também darão aulas de música de câmara, havendo, no final do dia, um ensaio tutti para todos os participantes, de modo a preparar repertório para banda sinfónica. Esta preparação intensiva visa a apresentação, em três noites distintas, através de concertos e recitais: o recital dos professores (Cozinha dos Frades), o concerto de alunos (Auditório da Casa das Artes) e o concerto final da banda sinfónica (Claustros da C.M.A.). Os inscritos, que deverão pagar 50€ pela participação, terão ainda direito ao jantar em cada um dos dias.
Partindo do êxito obtido na última edição, deixamos aqui o convite e a promessa de um evento em grande. A confraternização não será esquecida, pelo que várias outras actividades, que não passam só pela música, serão combinadas, de modo a promover o convívio entre alunos e, também, professores.

A inscrição pode ser feita através do formulário, sendo que, na opção de envio de mail, este deve ser endereçado a estagio_verao@bandamarante.com. Também pode ser efectuada mandando simplesmente os dados relativos a nome, instrumento, banda, habilitações musicais (grau de conservatório/academia/escola da banda), telefone, e-mail para o mesmo endereço (estagio_verao@bandamarante.com). Uma informação mais detalhada sobre o evento pode ser encontrada aqui. Todas as aulas, ensaios e jantares decorrerão no Centro Pastoral de Amarante.

Fica, assim, o convite a todos os interessados. Até Agosto.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Mística e progresso

Eis que a época prossegue. Aos poucos, a passos de bebé, tornamo-nos num grupo com melhores performances. Aqui, na nossa casa amarantina, demos a alegria ao povo de nos ver não morrer e voltar às ruas e coretos da cidade. Várias festas passaram, muito trabalho foi feito, novos desafios se colocaram, semana após semana. E soubemos superar sempre quaisquer obstáculos. Sempre com esta nova filosofia de que o trabalho começa dentro de cada um de nós. Só depois de bem preparados, nos uniremos uns aos outros para saír toda a arte que nos tem caracterizado. E tem dado bons resultados. A crítica tem sido excelente. Os níveis de motivação vão crescendo, aliando a nova linha de trabalho começada no seio mais prematuro da Instituição - a sua escola. Novos activos ingressam na Banda com uma formação dedicada por parte de professores com reconhecimento elevado. Algo que alguns podiam também aproveitar - certamente muito vantajoso e gratuito.

Aprontam-se aí novos desafios. Olhem bem para o calendário. Vamos ter novamente aquele que foi um ex-libris das iniciativas da nossa Banda - um estágio de Verão. Todo o calor humano, trabalho descontraído e as noites de música ao luar vão regressar naquela semana de Agosto. E, vejam mais, vamos voltar aos serviços por fora. Deslocar-nos-emos a Figueiró, para reencontrar a Banda de S. Martinho de Mancelos em mais um evento cultural à amarantina. É uma nova prova - mostrar também fora das portas da cidade as mudanças que optámos por levar a cabo. Têm dado frutos. Mostremos então a evolução. Com o nosso trabalho, dedicação e sentido de responsabilidade, de disponibilidade de representarmos esta Banda, que tanto nos deu, tornar-se-á, de futuro, mais fácil desfilarmos em mais festas e romarias deste género, por este norte fora. Todos nós, músicos, queremos ter serviços, desfilar, romar e tocar, com outras bandas e para o público. Mas nada disso será possível confirmar sem sinais nossos de certeza de que esta Banda pode contar connosco. Porque esta Banda nada mais é que nós mesmos. E o seu corpo encontra-se incompleto sem um de nós, seja o elemento que for.

O desafio está aí. Para quem nota, muita concentração e amor, porque assim será fácil lutar. Para quem não nota, um pouco mais de dedicação tornará a luta e a união mais forte. Já está visto que, no coreto, deixamos o suor todo na camisa. Façamo-lo também nas importantes e, ainda assim, poucas vezes em que somos requisitados para representar a Instituição.

sábado, 20 de junho de 2009

Atelier Musical '09

Com a nova filosofia de ensino e evolução assente numa nova e melhor pedagogia, novas iniciativas foram tomadas desde o ano passado, com vista a uma melhor formação para os alunos da Escola da Banda. Nesse sentido, em 2008 foi levado a cabo um evento em que os alunos mais novos da formação experimentavam e escolhiam os instrumentos musicais para os quais a sua vocação mais os chamasse. O resultado está aí. Dois novos executantes desde Dezembro e uma nova "fornada" no ponto fulcral da sua evolução.

Assim, com base nestes bons resultados, o evento repetiu-se este ano. A nova classe, maioritariamente com inscrição em 2009, teve hoje a sua primeira experiência de contacto com os instrumentos musicais. Desde todos os tipos de sopros até à percussão, os primeiros sons dos nossos jovens projectos foram audíveis, entre risos de admiração e brincadeira com o ruído provocado em cada experiência.
Aliado a isso, procedeu-se ao devido encaminhamento de todos os alunos de toda a escola (caso interessados) para a inscrição no Conservatório de Amarante. Esta escola, já em funcionamento, irá regressar no próximo ano lectivo ainda com mais áreas de ensino no que diz respeito aos instrumentos que irão ser parte dos espaços curriculares. A Banda assim aposta no seu futuro e, principalmente, no futuro destes jovens promissores, que só terão a ganhar com uma formação artística especializada.

Revejam-se os actuais executantes também nestes jovens alunos que, um dia, juntar-se-ão a nós. São a promessa e o futuro, com qualidade. Somos nós, que um dia entrámos por esta porta para fazer parte de algo bonito, e hoje descobrimos que isto é algo único.

domingo, 14 de junho de 2009

Corpus Christi 2009

Eis-nos de novo na rua. Após várias festas à chuva, vento, até mesmo neve, finalmente Sol. Na passada Quinta-Feira, 11 de Junho, feriado do Corpo de Deus, esperava-nos um tempo quente de primavera, quase estival. Estava na hora de voltar à rua, para brindar a cidade com o nosso serviço filarmónico. Ainda há poucos dias decorrera o marasmo das Festas da Cidade, e voltaríamos agora para um pequeno encore do que houvera sido.

Simples e eficaz. As 14 horas, a Banda Musical de Amarante, agora a "solo", desfilava desde sta. Luzia até S. Gonçalo, prestando as devidas honras ao mosteiro de nosso padroeiro. Prosseguir-se-ia até ao largo de António Cândido (Arquinho), de onde se retomaria o desfile musical, que desaguaria na imponente igreja. Algum tempo para os músicos descansarem, pouco, pois aproximava-se a hora do concerto. No bar ao largo do mosteiro, os músicos puderam refrescar-se face ao intenso calor, relaxar um pouco e debelar qualquer necessidade. Chegava finalmente a hora do concerto. Subiu-se ao coreto e, tocando e assobiando inclusivé, ofereceu-se ao público mais uma hora de entretenimento, arte e cor, tal como os músicos têm lutado para dar. O gozo não se gastara todo nas festas do passado fim-de-semana e cada obra parecia a estrear. As memórias dos músicos certamente repescavam a alma empreendida naquelas tardes e noite algo frias das Festas da Cidade em que se intrepretara cada peça com o coração no sopro e/ou na batida. Esta tarde não foi excepção. Porque somos a Banda Musical de Amarante, construindo o nosso presente, que ficará como passado de orgulho, lutando sempre por um grande futuro, não de cada músico, mas do grupo, da Instituição. Porque somos seres superiores, possuidores de uma capacidade evoluída de comunicação que penetra nas almas espectadoras, transmitindo-lhes sentimentos que nós próprios criamos e transpomos para os nossos instrumentos, cada vez que envergamos a camisa com o nosso pendão ao peito, de letras escarlate referenciando, quem nós somos, de onde vimos e onde pertencemos. Porque somos Amarante.

Unamo-nos sempre, como fizemos nestas festividades que ocorreram, como é necessário nesta Instituição que, relembremos, está a crescer do que foi um zero, mas que vai ganhando asas. Unamo-nos pelos laços que temos, de irmãos, de equipa, de muitos num só, que sabem comunicar a linguagem briosa musical de Amarante.

Foi durante uma hora que, em relaxamento mais uma vez, se fez a espera para a recta final da festa - a procissão. Depois do concerto, com interacção com o grupo de bombos da festa à mistura, sairia uma hora depois a procissão, conseguindo contrariar a etempérie meteorológica impeditiva do ano de 2008.

Findou-se assim esta festa. Três saídas desde Sábado dia 6 até à Quinta-Feira seguinte. Vamos voltar ao nosso núcleo, conversar e preparar os novos desafios que estão a saír quentinhos do forno, para ultrapassarmos e provarmos a nós próprios, todos os dias, o que significa fazer parte dos "Barbas Brancas" de Amarante. Estejam atentos aos avisos para estas semanas subsequentes.

Fica, por último, o programa do concerto:
Consuelo Císcar, Ferrer Ferran
Guilherme Tell, Gioacchino Rossini
Fate of the Gods, Steven Reinecke
Xutos Medley, arr.: Luís Cardoso
Canções da Tradição, Luís Cardoso

terça-feira, 9 de junho de 2009

Festas da Cidade 2009

Manhã chuvosa. Inacreditável para tal data. Tratam-se das Festas da Cidade de Amarante. Sempre caracterizadas por um cheirinho estival, este ano encontravam-se debaixo de um pluvioso fogo cerrado. Mais não era do que as condições que nos eram concedidas para fazer parte dos festejos. E seria com isto que partiríamos para o nosso trabalho de entreter, colorir, dar brilho e ilustrar as Festas de Junho.

Na manhã chuvosa de Sábado, dia 6, elementos, directores e amigos da Banda Musical de Amarante reuniram-se no complexo desportivo da Costa Grande para o tradicional jogo de futebol de cinco entre amigos. Divididos unicamente pela cor das camisolas (Azuis vs. Brancos), este grupo de amigos transpareceu a união e boa disposição corrente na Instituição. A vitória dos Brancos por 10-7 mais não foi que o corolário de uma manhã divertida e saudável certamente, como o é qualquer período reservado à prática desportiva – para além de uma boa exibição daquela equipa, obviamente.

Mas o mais importante viria, certamente, dali a umas horas. Por volta das 14 horas e meia, a Banda Musical de Amarante apresentava-se ao serviço, no interior da sua sede. Acontecia que no exterior chovia a cântaros. Só após um pequeno tempo de espera se reuniram as condições meteorológicas para a prática musical filarmónica. Era agora tempo de arruar pela cidade abaixo, estreando assim o mais novo executante do grupo: João Pedro Cerqueira vestia a farda azul pela primeira vez, incluído no naipe dos trompetes. O arruado começou em sta. Luzia, seguindo pela principal artéria da cidade, a rua Cândido dos Reis, parando em frente ao mosteiro de S. Gonçalo, só acabando na rua 31 de Janeiro. Fechava o arruado, com o mesmo trajecto, a banda nossa congénere que nos iria acompanhar nas festividades, a Banda de S. Martinho de Mancelos.

Após o arruado, era agora tempo dos concertos. Nos dois coretos no largo de S. Gonçalo, lutando contra a chuva – e, diga-se, vencendo – as bandas executaram obras variadas do seu repertório. Na de Amarante, a harmonia foi encontrada com a máxima dedicação de todos, apesar de tais condições. O novo repertório foi trazido a público mais uma vez. Foi possível mostrar o trabalho árduo de Sábados a fio em trabalho, o brilho dos objectivos atingidos nesse trabalho e as vantagens da escola de música da Banda com a execução por parte dos professores de todos os naipes que incluíram o grupo nestas festividades, sem excepção. Em formato de pergunta-resposta entre as duas bandas, o concerto terminou duas horas depois ao seu início. Viria agora o tempo para jantar.

Retomar-se-iam os trabalhos as 22 horas, para o concerto da noite, o expoente das Festas. O povo vibrou com a execução, obra após obra, aplausos após aplausos. Os executantes deram tudo, atingindo o estado de prazer na execução de cada nota, algo quase transcendente. A Banda mostrou o seu som, sempre o mais refinado possível. O repertório pautou-se pela já habitual inovação e movimento. Acabaria à meia-noite para, finalmente, os músicos poderem também, como qualquer outro cidadão aproveitar as festas que, não tardaria, iriam ser abrilhantadas pelo tradicional fogo-de-artifício.

No dia seguinte, Domingo dia do Senhor, as bandas apresentar-se-iam uma hora mais cedo. Novamente o arruado e novamente um concerto. Nem parecia que tinha havido serviço no dia anterior. A energia mantinha-se, o brilho também e o repertório não parava de mostrar música apetecível e inovadora. Sempre debaixo do perigo da chuva, partiu-se para a procissão. Num trajecto desde o mosteiro até sta. Luzia (e pelo caminho de volta), as bandas revezaram-se na execução das marchas solenes.

No fim desta procissão, o Pe. José Manuel Miranda proclamaria a palavra de Igreja sobre estas festas, finalizando-se com um bonito show de lançamento de cravos, a flor associada a S. Gonçalo.

O céu não apresentava melhorias e a energia da festa foi finalmente vencida. As marchas alegóricas com as quais a festa findava eram canceladas pela organização. O estado do tempo não permitia qualquer tipo de certezas, pelo que não se iria realizar o desfile. Nada que não tirasse o sabor destas festividades. As Festas da Cidade são dos serviços mais apetecíveis e esperados por nós. E, contra a chuva, demos duas voltas ao mundo, três a Amarante e mostrámos o nosso trabalho, gozando da arte que praticamos com todo o amor.

Espera-nos nada mais que o resto da temporada. Cá estaremos.

Fica só o programa dos três concertos pela Banda Musical de Amarante:
- Sábado de tarde:
Consuelo Císcar, Ferrer Ferran
Cavalaria Ligeira, Franz von Suppé
Fate of the Gods, Steven Reinecke
Uvas do Douro, Duarte Ferreira Pestana
Santana – a portrait, Carlos Santana/arr.: G. Gazzani

- Sábado à noite:
Olé! Contrabandistes, Ramon Garcia i Soler
Guilherme Tell, Gioacchino Rossini
A Volta ao Mundo, Paul Yoder/Harold Walter
Xutos Medley, Luís Cardoso
Português Suave, Carlos Marques
76 Trombones, Meredith Wilson/arr.: Naohiro Iwai

- Domingo de tarde:
Campinos Scalabitanos, Samuel Pascoal
Ross Roy, Jacob de Haan
Le Merle Blanc, Eugène Damaré
As 11 Partidas do Mundo, Amílcar Morais
Canções da Tradição, Luís Cardoso

terça-feira, 12 de maio de 2009

Um voto de confiança

Por motivos que nos são completamente alheios, a nós e ao nosso maestro, o concerto anunciado neste texto foi cancelado. Ainda assim, fica o nosso contínuo voto de confiança para este momento sempre importante que, certamente, o nosso maestro vai concluir, se não hoje, no dia em que for finalmente marcado.

A unanimidade no nosso seio não deixa entender outra coisa que não seja a grande admiração pela qualidade dos nossos maestros. Sem discriminar o bom trabalho que outrora outros directores artísticos empreenderam, hoje dispomos de uma equipa directiva artística fantástica. Se o maestro Fernando Marinho é um senhor na direção filarmónica/sinfónica, com provas dadas por todo o país, com a sua liberdade de movimentos, expressividade, excelente pedagogia e rigor, sendo um metrónomo humano, tanto a nível rítmico como expressivo; o maestro Armando Teixeira é uma promessa em ascensão, no mesmo seio que o viu nascer, dotado de um bom rigor rítmico e uma capacidade de trabalho notável. Sendo igualmente excelentes músicos, pela sua longa ligação à Instituição e pelo carinho que nutrimos com eles de forma mútua, vieram ocupar um lugar em que eram certamente desejados, e hoje não trocaríamos a sua presença pela de mais ninguém na direcção artística da Banda.

Pelas bocas da Europa andará Fernando Marinho. O maestro, flautista amarantino, irá concluir nesta quinta-feira o curso de Mestrado em Direcção de Orquestra de sopros do Hogeschool Zuid – Conservatorium Maastricht (Holanda). Entre outras provas, terá que dirigir uma orquestra durante um concerto. Esse concerto terá lugar no referido dia, às 17h00, no Auditório do Conservatoire National Région de Paris (França).
Aqui desejámos a melhor sorte ao nosso maestro, mostrando o nosso apoio, tal como ele nos mostra sempre que puxa por nós, acreditando sempre nas nossas capacidades e no nosso valor... tal como nós acreditámos no dele.
Já deu provas mais que suficientes que é um músico brilhante e este evento não será mais que o corolário de um trabalho duro e dedicado de anos levado a cabo pelo director artístico das Bandas de Amarante e Famalicão, que colherá certamente os seus frutos.

Caminhando para ser mestre na comunidade académica musical, mas já o sendo para todos nós, ao maestro Manuel Fernando Marinho desejamos a maior sorte deste mundo, deixando um voto de confiança. É Amarante que está com ele, em especial a Banda, família e amigos.